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25 de junho de 2009

Fogos e fogueiras levam 18 pessoas ao Hospital Regional de Campina Grande



Os fogos de artifício e a tradição de acender fogueiras, que embelezam os festejos juninos no Nordeste, mais uma vez trouxeram problemas a vários paraibanos. Ao todo, 18 pessoas sofreram queimaduras provocadas por fogueiras e pelo manuseio inadequado dos fogos de artifício, em Campina Grande, e terminaram a noite de São João na Unidade de  Queimaduras do Hospital Regional de Emergência e Traumas Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

Dessas, cinco pessoas ficaram internadas só na noite do dia 23 de junho, se juntando a mais duas que já estavam na Unidade com o mesmo problema. No dia de São João, mais uma pessoa ficou internada. As outras 11 pessoas foram atendidas e liberadas após curativos nos ferimentos.

Das cinco pessoas que sofreram queimaduras na noite de São João, e ficaram internadas, três eram crianças. A psicóloga do setor, Afra Maria de Araújo, reafirmou que nessa época do ano as queimaduras crescem em mais de 50%, sendo que a maioria delas envolve crianças. Por isso, ela recomenda que os pais tenham muito cuidado e redobrem a atenção sobre os filhos, neste período.

Uma das crianças internadas na ala de Queimados do Hospital Regional disse que estava brincando com os amigos, quando resolveu tirar a pólvora da bomba para explodir o artefato. O menino, de 10 anos, revelou já ter feito a ‘experiência’ várias vezes, mas sem noção do perigo. O mesmo caso aconteceu com o neto da aposentada Maria de Lourdes Alves, que também retirou a pólvora da ‘bombinha’ e a jogou direto na fogueira. Ela teve uma das mãos queimada.

Mais de 70% dos casos de queimados envolvem crianças. A primeira vítima este ano foi o estudante Caio Eduardo da Silva, 12 anos, morador do sítio Lago da Viração, zona rural do município de Salgadinho. Na noite do dia 12 de junho, véspera de Santo Antônio, ele foi acender uma fogueira usando óleo diesel e se queimou. A vasilha explodiu e o fogo atingiu parte do corpo do estudante, que foi conduzido à Unidade de Queimados e lá recebeu atendimento médico, ficando internado para se recuperar dos ferimentos.

A psicóloga Afra Maria Araújo orienta os pais a tomarem alguns cuidados para evitar que a festa termine em tragédia. Em caso de queimadura, eles devem evitar o uso de medicamentos sem consulta médica e nunca usar creme dental, café, açúcar nem vinagre, que só prejudicam ainda mais o ferimento. O ideal é colocar a área  atingida com fogo embaixo d’água e imediatamente se dirigir até a ala de Queimados do Hospital Regional, que é referência no Estado.
        
A tradição de acender fogueiras e soltar fogos de artifício no São João não provocou apenas acidentes. Muitas crianças foram atendidas no Hospital Regional com problemas respiratórios provocados pela fumaça das fogueiras. Só na véspera e no dia de São João mais de 30 crianças foram atendidas na Unidade de Pediatria com falta de ar. O caso mais grave envolveu uma criança de Campina Grande, que passou várias horas se esquentando próximo à fogueira e ‘engolindo’ fumaça. Por volta das 22h, ela começou a passar mal e foi levada por sua mãe até o hospital, para tomar nebulização, o mesmo ocorrendo com dezenas de outras crianças.

Assessoria de Imprensa do Hospital Regional de Emergência e Traumas de CG