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Filme francês continua em cartaz no cine-teatro Bangüê

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 - 11:22 - Fotos: 

Atraindo um bom público ao cine-teatro Bangüê, no Espaço Cultural José Lins do Rego,  em João Pessoa, o longa ‘A Bela Junie’ (La Belle Personne, França, 2008)  segue em cartaz neste fim de semana, com sessões de sexta a domingo, sempre às 18h30 e 20h30. O filme é a mais recente produção do cultuado diretor francês Christophe Honoré, o nome por trás dos elogiados ‘Em Paris’ (2006) e ‘Canções de Amor’ (2007). Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (estudante) e a classificação indicativa do filme é de 14 anos.

Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que muda de escola após a morte de sua mãe e logo se enturma com os novos colegas. Sua beleza chama a atenção dos rapazes e ela começa a namorar um deles, Otto (Grégoire Leprince-Ringuet), antes de se dar conta de que está apaixonada pelo professor de italiano, Nemours (Louis Garrel).

A Bela Junie foi livremente inspirado em ‘La Princesse de Clèves’, escrito por Madame de La Fayette no século 17. O livro é considerado um dos primeiros romances psicológicos da literatura ocidental. Christophe Honoré diz que se trata mais de uma “proposta de leitura” do que propriamente de uma adaptação, assim como fez em ‘Ma Mère’ (2004). Para o diretor, não existe um romance no cinema (francês), o que há é um cineasta que o leu. “O próprio cinema é uma leitura”, diz.

Nesse contexto, ‘A Bela Junie’ é o resultado de um antigo desejo do diretor de filmar a adolescência. Embora esse tipo de filme inspire o tratamento da própria adolescência, Honoré realizou um filme sobre os adolescentes de hoje, guardando uma certa distância inevitável pelo próprio mistério que se impõe sobre eles.

O diretor quis registrar a maneira dessa juventude de estar num mundo que os agride, que os considera mais ou menos como inimigos, ora selvagens, ora "filhinhos de mamãe", ao mesmo tempo em que também representam os cânones da beleza contemporânea.

Quis filmá-los pelo que são e confrontá-los ao que sempre "enfraqueceu" a juventude, o amor e a beleza. Por esse motivo, percebeu a atemporalidade da história de Madame de La Fayette e que a adolescência combina com o romance "La Princesse de Clèves". A corte do livro se transformou no colégio, e "as belas pessoas" desta corte, são os adolescentes de nossos dias.

Serviço

A Bela Junie (La Belle Personne, França 2008).  Sinopse: Adolescente muda de escola no ano em que sua mãe morre. Sua beleza desperta a atenção dos garotos da escola e ela até começa a namorar um deles. Mas, na verdade, ela está mesmo apaixonada é pelo professor de italiano. Gênero: Drama. Direção: Christophe Honoré. Duração: 90 minutos. No Bangüê, sexta, sábado e domingo, às 18h30 e 20h30. Ingressos: R$ 6 (inteira), R$ 3 (estudante). Classificação indicativa: 14 anos.

Assessoria de Imprensa da Funesc