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Festival de dança no Espaço Cultural vai reunir mais de 200 participantes

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 - 09:57 - Fotos: 

Mais de 200 alunos, aprendizes da arte da dança, estão prontos para mostrar o resultado de um ano de atividades e ensaios. Eles se apresentam no 22º Festival da Escola de Dança e Academia da Funesc, dias 17, 18 e 19 deste mês, no Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural. As apresentações começam 19h30, com entrada gratuita.

Este ano, o tema do festival é “Unidade em Sinfonia”, cujo roteiro foi idealizado pela coordenadora da Escola de Dança do Espaço Cultural, Zett Farias. Este ano, o festival prestará homenagem ao maestro e regente, capitão do exército, Joaquim Pereira de Oliveira.

O Festival é resultado de um ano de atividades da Escola de Dança e Academia do Espaço Cultural. Lá, crianças e adultos se encontram para dançar. As modalidades que a escola oferece são variadas: dança contemporânea, ballet clássico, jazz, hip-hop, dança de salão e do ventre, além de kung-fu.

A idade de quem procura as aulas de dança também varia. “Nós temos alunos de 4 a 50 anos”, informou a coordenadora da Escola de Dança, Zetti Farias. “Todos querem dançar, aprender a se movimentar com leveza. A dança é um espaço democrático”, acrescentou.

Dança ajuda no desenvolvimento da criança

Segundo a professora Priscilla Eudícia, que trabalha com as crianças da Escola de Dança, essas atividades ajudam no desenvolvimento motor e no dia a dia. “Muitas chegam aqui com vergonha. Vou ensinando os primeiros passos da dança alternando com brincadeiras. Elas se envolvem e aprendem. Como dançar requer disciplina, elas terminam levando esse aprendizado para casa e para a escola”, relatou.
 
Esse aprendizado, a professora Priscilla adquiriu cedo. Desde os 7 anos começou a ter aulas na Escola de Dança do Espaço Cultural e não saiu mais. Hoje, é professora de lá. A dança foi determinante para a escolha da profissão. “Decidi fazer faculdade de Educação Física para aprender mais sobre o corpo, como posso usá-lo na dança sem danificá-lo e como cuidar dele”, relatou Priscilla.

Essa, como tantas outras histórias, fazem parte da determinação que cada um dos alunos da Escola de Dança da Funesc apresenta todos os dias. “O resultado desse trabalho se transforma no nosso festival”, enfatizou Zetti Farias, que este ano trabalhou o roteiro e direção artística do espetáculo, usando o som e elementos da natureza. Figurino, música e movimento entraram em sincronia para representar o que foi pensado.

Evento reúne alunos, pais e professores

Como todos os anos, pais, professores, alunos e coordenadores se envolvem com o festival. Querem fazer bonito e mostrar que a Escola de Dança reúne pessoas com talento. A pedagoga Nair América Nina Faray, de 46 anos, dedica-se a acompanhar a filha nas aulas de ballet infantil.
“Venho toda a semana. Não me canso nunca. É emocionante ver minha filha crescer, aprendendo uma arte. Nos dias do festival a emoção é ainda maior. Não consigo explicar. É minha filha que está no palco e fico muito emocionada com isso”, explica a pedagoga.

Dona Nair, como a maioria dos pais que levam os filhos para as aulas de dança, fica de perto acompanhando tudo. A filha Sofia Caetano, de 6 anos, já se acostumou com a presença da mãe. Ela e as amigas se preparam para mais uma aula. De sapatilhas, collant, meia e tiara para prender os cabelos – todos cor de rosa – elas se transformam em bailarinas. “Eu danço desde pequena e pareço com minhas bonecas”, disse Ana Clara Barros de Souza, de 5 anos, outra dançarina mirim.

Homenageado, Joaquim Pereira de Oliveira foi o mestre dos “dobrados”

Este ano, o Festival de Dança e Academia da Funesc homenageia o maestro e capitão do exército Joaquim Pereira de Oliveira. Desde cedo, ele se destacou por seu talento no clarinete, sendo nomeado, aos 19 anos de idade, sargento-mestre da Banda de Música da Polícia Militar da Paraíba.
 
Músico e compositor, Joaquim Pereira de Oliveira, nasceu na pequena cidade de Caiçara, no interior da Paraíba, no ano de 1910. Aos 8, trabalhava na marcenaria do seu pai, José de Oliveira e Silva, que também era músico e o inicio nas aulas de flauta e clarinete.
O maestro Joaquim Pereira também foi um dos fundadores da Orquestra Sinfônica da Paraíba e dirigiu uma das mais famosas bandas de música do Exército brasileiro, a Banda da Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro.

Deixou mais de 300 composições de diversos estilos, como dobrados, hinos, sacras, serenatas, valsas e ainda uma sinfonia. A composição mais conhecida do maestro é “Os Flagelados”. Parte de sua obra foi gravada em dois CDs duplos, denominado “Joaquim Pereira Dobrados & Valsas”.

Assessoria de Imprensa da Funesc