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Festas juninas e férias reduzem doações de sangue

quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 11:40 - Fotos: 
Junho é sinônimo de preocupação para a equipe do Hemocentro da Paraíba. É neste mês que a unidade registra queda no número das doações de sangue que chega a 20%, em relação a outros meses do ano. A redução ocorre porque muitos doadores aproveitam férias escolares e festejos juninos para viajar. Este ano, a situação ainda foi agravada pela transmissão dos jogos da Copa Mundial que influenciou muito paraibano a ingerir bebida alcoólica e evitar a doação.

O Hemocentro recebe uma média de 170 a 200 doações por mês. Mas em junho esse número reduz em torno de 20%. De acordo com a coordenadora de Ações Estratégicas do Hemocentro, Vânia Cavalcanti, apesar do estoque estar, atualmente, em situação regular, não há motivo para alívio. Ela explica que as festas juninas aumentam a entrada de pacientes em hospitais, vítimas de acidentes de trânsito e crimes violentos. Por conta disso, sobe também a procura por transfusão de sangue.
 
“O movimento nos hospitais cresce porque é nessa época que mais ocorrem ferimentos causados por acidentes, brigas e tentativas de homicídio. São pacientes que chegam ao hospital entre a vida e a morte e precisam urgentemente de uma transfusão sanguínea. Os hospitais recorrem ao Hemocentro e precisamos ter o estoque suficiente para atender a demanda”, afirma a coordenadora.
 
“Uma simples doação pode salvar a vida de até três pessoas, porque fazemos a divisão em plaquetas, hemácias e plasma.  O tipo mais raro é o AB-. Mas todos os tipos sanguíneos são bem-vindos”, completa.

Demanda – A solicitação por transfusão de sangue durante as comemorações pode crescer em até 40% em relação aos dias não festivos. Para atender a demanda, o Hemocentro realiza campanha de conscientização e convida as pessoas a praticar o gesto de amor ao próximo.

“Doar sangue não faz mal à saúde. Não emagrece, não engorda, não afina e nem engrossa o sangue. A única certeza que o doador tem é que estará salvando três vidas”, observa Vânia.

A coordenadora ainda destaca que alguns mitos impedem as pessoas fazer a doação. Entre eles, está a menstruação. “Algumas mulheres acham que pertencem ao sexo frágil e não podem doar sangue. Mas isso não é verdade. A mulher pode doar até mesmo no período menstrual, desde o fluxo esteja normal”, informa.  

Cobertura – A Rede Hemocentro da Paraíba atende a quase 50 hospitais. Cobre 100% dos leitos do Sistema Único de Saúde e alguns leitos de planos de saúde cadastrados. Para atender a demanda, o órgão instalou dez hemonúcleos, nos municípios de Guarabira, Picuí, Monteiro, Princesa Isabel, Patos, Piancó, Itaporanga, Cajazeiras, Sousa e Catolé do Rocha, além de um regional em Campina Grande.

A instituição ainda conta com uma unidade móvel. No próximo dia 7, ela estará no Grupamento de Engenharia, na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. Equipe formada por assistente social, enfermeira, enfermeiro e técnico em Enfermagem estará a bordo do veículo para receber doação dos militares e fortalecer o estoque da unidade.

Requisitos – Para ser doador, basta ter idade de 18 a 65 anos e estar com peso acima de 50 kg. A pessoa não deve ter tomado remédio controlado e nem ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação. Outra restrição é para quem fez tatuagem ou instalou piercing no corpo. Essas pessoas só podem se tornar doadores um ano após o procedimento. Todo sangue coletado passa por exames de sífilis, HIV, hepatite B e C, entre outros testes para  garantir a segurança da transfusão.

Quem tiver interesse em doar sangue pode procurar o Hemocentro. Ele fica localizado na Avenida Dom Pedro II, vizinho à Secretaria de Saúde do Estado. Os telefones são: 3218-7698 e 3218-7600. A unidade funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 18h e aos sábados das 7h às 12h.

Nathielle Ferreira, da Secom