João Pessoa
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Fenart vive noite de rock ‘n’ roll com show de Frejat

segunda-feira, 31 de maio de 2010 - 09:27 - Fotos: 

O vigor do rock ‘n’ roll tocou em alto e bom som na noite desta sexta-feira na Praça do Povo do Espaço Cultural. Com show impecável, ótimo som, luz fantástica e visual caprichado, Frejat mostrou canções do álbum “Intimidade entre estranhos”, entre elas, “Eu só queria entender”, “Eu não quero brigar mais não” e “Dois lados” – executadas pelas principais rádios do país -, “Nada além” e “Tudo de bom”, sucessos do Barão e músicas que foram de Renato Russo à Adriana Calcanhotto.

No palco, Frejat foi acompanhado por Maurício Barros (teclado e voz), Billy Brandão (guitarra e voz), Bruno Migliari (baixo e voz) e Marcelinho da Costa (bateria e voz). Canções como ‘Sobre nós dois o resto do mundo ’, ‘Amor para recomeçar’, ‘Segredos’ e ‘Homem não chora’, emocionaram as cerca de 13 mil pessoas que lotaram o Espaço Cultural José Lins do Rego.

‘Por Você’, balada que se tornou um dos maiores sucessos do Barão Vermelho na década de 90, foi um dos pontos altos do show. Os versos foram acompanhados em coro pelo público. O show que Frejat levou ao Fenart é o mesmo que estreou no Canecão (RJ) em setembro de 2008, passou pelo Circo Voador (RJ) e por diversas cidades do país e chegou a João Pessoa com entrada gratuita.

Na imediata seqüência de ‘Por Você’, Frejat fez outro gracejo com a disposta platéia. Disse que ia apresentar uma música que gostava muito de cantar, mas que às vezes esquecia a letra. Era ‘Malandragem’ – parceria dele com Cazuza (1958 – 1990) que foi sucesso na voz de Cássia Eller (1962 – 2201), com a participação de Renata Arruda – e o público também não se fez de rogado: ajudou Frejat a cantar o tema, se responsabilizando pelo verso "Quem sabe ainda sou uma garotinha?". Houve cumplicidade entre artista e platéia… Foi daquelas cenas que a gente leva pra sempre: luz, som, figurino, tudo perfeito!

Entre alguns hits do Barão Vermelho (‘Bete Balanço’ é evocada para garantir momento de animação) e músicas de seus três álbuns individuais, Frejat tira da cartola alguns covers de efeitos distintos. ‘Amor, meu Grande Amor’ – a canção de Ângela RoRo que o Barão já regravou em álbum de covers – ainda surte efeito. Mas a balada “Vambora’ se ressente do clima mais introspectivo e delicado de sua autora, Adriana Calcanhotto. Já ‘Mais uma Vez’ – parceria de Renato Russo (1960 – 1996) com Flávio Venturini – cai bem num show que oscila entre os rocks e as baladas. Se o saldo é bom? O saldo é ótimo!

Presença paraibana

A mesma Renata Arruda que dividiu o palco com Frejat entrou em cena logo após o show do roqueiro. A paraibana cantou sucessos como “Porta do sol” e “Canudinho”, mas também investiu no mais autêntico arrasta-pé, antecipando o São João de João Pessoa. Um dos pontos altos do show foi a música “João e Maria”, uma das grandes referências do homenageado do Fenart, o músico Sivuca. A noite de sexta-feira terminou embalada pelo ritmo caliente da banda Capim Cubano.

Nelson Motta e Cláudia Alencar autografam livros na Praça do Povo

O jornalista e escritor Melson Motta e a atriz Cláudia Alencar lançaram seus livros hoje no 13º Fenart. O lançamento aconteceu na Praça do Povo, às 20h. Nelson Motta apresentou o seu livro "Força Estranha" e em seguida respondeu a perguntas do público.

Ao ser indagado sobre a relação entre seu livro e os autores Dalton Trevisan e Nelson Rodrigues, Motta respondeu afirmando que Trevisan é o seu escritor predileto, e Nelson Rodrigues é o seu maior ídolo e um grande amigo.

Depois foi a vez de Claúdia Alencar apresentar o seu livro de poemas "Sutil Felicidade". A atriz declamou para a platéia um dos poemas do livro, e encerrou seu discurso dedicando a obra aos presentes: "Para vocês a minha alegria, a minha sutil felicidade".

Espetáculo da Cia Mário Nascimento surpreende

“Faladores” surpreendeu o público que encheu o Teatro Paulo Pontes por causa da inovadora mistura de elementos, como um dialeto próprio criado para as coreografias inspiradas criadas pela companhia de dança Mário Nascimento.

“Faladores” estreou em 2008 com patrocínio da Petrobrás. A obra recebeu o Prêmio Sesc Sated de melhor espetáculo, trilha sonora original (Fábio Cárdia), bailarina (Rosa Antuña) e bailarino (José Villaça). Mário Nascimento recebeu também o Prêmio Usiminas Sinparc 2009 de melhor concepção coreográfica, melhor espetáculo e melhor bailarino (José Villaça).

Premiação para o cinema

Também aconteceu nesta sexta-feira a premiação da Mostra Audiovisual Competitiva do Fenart 2010. A mostra contou com 32 filmes, selecionados pela curadoria da ABD-PB. Foram dezenas de vídeos que chegaram de todo o Brasil e a seleção foi exibida diariamente durante festival. Eis os vencedores:

- MELHOR FICÇÃO: "Borra de Café", de Aluízio Guimarães (PB)
- MELHOR DOCUMENTÁRIO: "Família Vidal", de Diego Benevides (PB)
- INOVAÇÃO NA LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA: "A Montanha Mágica", de Petrus Cariry (CE).
- JÚRI POPULAR: "Vírus", de Matheus Andrade (PB)

A ABD-PB, especialmente para a Mostra Competitiva, escolheu o filme "Made In Taiwan", de Daniel Araújo, como vencedor do prêmio "Cabeçote".

Thales Trigo fala sobre fotografia no Fenart
  
“Para ser um bom fotógrafo, é preciso olhar fotografias e fotografar bastante”. Essa é a dica do fotógrafo paulista Thales Trigo, que esteve no 13º Fenart ministrando a oficina “A Fotografia Digital”.

O conselho vem de quem realmente entende do assunto: Thales é doutor em ótica, e dá consultoria para várias marcas famosas de equipamento fotográfico. Na oficina, que durou três dias, ele deu essas e outras dicas para vários fotógrafos.

Em uma conversa sobre fotografia, Thales explicou que as grandes vantagens da fotografia digital são a simplicidade do processo, já que o resultado pode ser acessado na hora, e a democratização da fotografia.
 
“Hoje em dia todo mundo é fotógrafo. Alguns colegas reclamam quando eu digo isso, mas pra mim fotógrafo é quem fotografa. É claro que tem os bons e os maus fotógrafos, mas isso acontece em qualquer profissão. Acho importante todo mundo poder ter sua câmera fotográfica e registrar seu aniversário por exemplo.” – disse.

A única ressalva dele em relação a esse tipo de foto é o armazenamento. “Discos se quebram e a tecnologia muda, tenho medo que fotos se percam nesse processo. Considero uma tragédia quando uma foto se perde, é como perder uma parte da história”.

Thales citou como exemplo o caso de PC Farias, já que a ligação dele com o ex-presidente Fernando Collor de Melo foi descoberta através de fotografias antigas que mostravam os dois juntos.

Ele também revelou que considera que a fotografia analógica está para morrer: “Em meus trabalhos só uso equipamento digital, mas ainda uso filme para fazer minhas fotos pessoais. Quero passar a usar somente digital, porque não adianta ser saudosista, a fotografia analógica vai deixar de existir”.

Assessoria de Imprensa da Funesc