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Fenart Educação atrai estudantes de escolas públicas da Capital

terça-feira, 25 de maio de 2010 - 09:26 - Fotos: 
Mesmo para uma segunda-feira, o público compareceu em massa ao Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa, nesta segunda-feira, segundo dia do Festival Nacional de Arte (Fenart), que segue até o próximo sábado, com programação diversificada, que começou cedo e foi até a meia-noite. Estima-se que na segunda-feira, 10 mil pessoas passaram pelo festival ao longo do dia.

Às 8h, o Fenart Educação atraiu estudantes de escolas públicas da capital ao universo do teatro de boneco, oficinas de artes plásticas e músicas para a garotada, cinema a apresentações artísticas.

Ainda pela manhã, os workshops e oficinas lotaram os auditórios do Espaço Cultural. Contação de história, maquiagem e caracterização e preparação vocal foram algumas das aulas ministradas por nomes como Valeska Picado, Luana Magalhães e Tadeu Matias.

À tarde, mais oficinas, workshops e palestras, entre elas a do músico pernambucano Silvério Pessoas, que falou sobre a relação de literatura com a música. No Seminário Cena Contemporânea, palestra com presidente da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual, Rafael de Luna Freire (substituindo a de artes plásticas que estava na programação).

Tributo a Michael Jackson

No final da tarde, teatro, cinema e dança começaram a tomar conta do Espaço Cultural. Em meio a uma platéia vibrante, o Coral Universitário Unipê levou ao Bangüê o ‘Medley Tributo’, interpretando os grandes hits de Michael Jackson, em uma homenagem pelo primeiro ano de morte do astro pop.

Com mais de 60 vozes no elenco, o Coral se destacou por levar ao público melodias dos mais variados gêneros, mantendo sempre o equilíbrio entre o erudito, o sacro, o popular e o contemporâneo, o formal e o irreverente, sob a regência do maestro João Alberto Gurgel.

Antes do Coral da Unipê, se apresentaram o Coral e Orquestra Infantil da Paraíba para uma platéia já numerosa. Uma leva de efusivas criaturinhas, pequeninas no tamanho, mas de vozes delicadamente vigorosas.

Antes da apresentação, Maria Eduarda, de 12 anos, Bruna Ahimed e Ana Aparecida, de 11, comentaram aos pulos – literalmente – sobre o prazer de cantar para tanta gente. “É muito bom estar aqui”, declararam as três, quase que em uníssono.
     
Grupo Graxa esteve ‘Entre quatro paredes’ no Fenart

A nova geração do teatro paraibano fez-se presente no Fenart e lotou o Auditório Zé da Luz, com o espetáculo “Entre Quatro Paredes”, sob a direção de Antônio Deol. Numa experiência quase sensorial, o grupo interagiu com a platéia, e transformou o espetáculo numa experiência lúdica instigante.

“Entre Quatro Paredes” propõe ao público uma reflexão a respeito da percepção das necessidades de convivência entre os seres humanos e de um conseqüente respeito mútuo entre as pessoas; isso seja lá em que condição for: homem ou mulher, homossexual ou heterossesual, herói ou vilão, ou ainda quando qualquer tipo de distinção ou categorização maniqueísta ainda não é muito precisa ou distinguível.

Inspirado em texto de Ariano, ‘Farsa…’ leva multidão ao Arena
“A história do rico que virou pobre/ que ficou mais rico ainda/ e foi pro inferno viver ao lado do cão!/ E do pobre, do pobre que virou rico/e ficou pobre de novo!/ Foi-se embora pelo sertão!” Os versos são da “Farsa da Boa Preguiça”, peça do dramaturgo e romancista paraibano Ariano Suassuna.

O texto da Farsa continua atualíssimo e se apresenta no Fenart em grande estilo, através da junção de dois grandes grupos nordestinos, o paraibano Ser Tão Teatro e o potiguar Clowns de Shakespeare e fez o Teatro de Arena ficar lotado na noite desta segunda-feira.

A Farsa da Boa Preguiça fala da trajetória de um tipo nordestino, Joaquim Simão, afeito ao ócio, aos versos e à mulher, Nevinha, revela não só a boa preguiça daquele tipo nordestino, como também a farsa de um casal abastado, superficial e metido a intelectual, cuja posição social é sustentada pela exploração e submissão do povo de sua região.

Silvio Tendler e Zé Celso Martinez

Enquanto isso, os filmes começaram a rolar no Bangüê às 16h. Foi a mostra competitiva de vídeo, seguido pela exibição do curta ‘Zé(s)’, de Piu Gomes, relacionando o teatrólogo José Celso Martinez e o mecânico José Perdiz, que sede sua oficina para grupos de teatro encenarem suas apresentações.

Na seqüência, a lendária tela do Bangüê exibiu o novo documentário do cineasta Sílvio Tendler, ‘Utopia e Barbárie’, road movie histórico que demorou 20 anos para ser feito e passa por 15 países e que lança um olhar sobre o ano de 1968 no mundo.

Cisne Negro foi destaque na dança

Como uma revoada de pássaros, pés, movimento e o encantamento da técnica do balé contemporâneo, a companhia paulistana Cisne Negro veio a João Pessoa trazendo o espetáculo “Revoada/Trama”, apresentado nesta segunda-feira no palco do Teatro Paulo Pontes, no Fenart.
 
A companhia está comemorando 30 anos de existência e a apresentação no Fenart une duas coreografias criadas no ano passado. “Revoada” – que dá nome ao espetáculo, coreografado por Gigi Caciuleanu em cima de composições de Igor Stranvinsky. E o segundo e último balé, chamado  “Trama” é coreografado por Rui Moreira, com música de Lenine, Marcos Suzano e Mestre Ambrósio.  

Jessier Quirino “ajuntou” a matutada

"Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção", Jessier Quirino subiu ao palco pouco depois das 21h30 e divertiu o público do festival, com ‘causos’, música e poesia. O show de Jessier “é uma conversa de alpendre, um converseiro de cozinha, ou prosa de fim de feira”, segundo definição do próprio poeta.
 
A autêntica música paraibana encerrou a noite da segunda-feira. Patrícia Moreira, Mayra Gonçalves e Alexendre Tan dividiram o palco 2 por quase uma hora. Em seguida, o grupo Chorarte e o Quarteto Tamarindo fecharam o segundo dia de Fenart.

Assessoria de Imprensa da Funesc