Fale Conosco

9 de março de 2018

Feirinha de Domingo e Encontro de Cirandeiras integram programação do Mês da Mulher na Funesc



funesc feirinha de encontro de cirandeiras coco de roda em cabedelo 1 270x169 - Feirinha de Domingo e Encontro de Cirandeiras integram programação do Mês da Mulher na FunescO mês de março está recheado de atrações promovidas pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba. Como parte da programação especial em celebração ao Mês da Mulher, a Funesc realiza, pela primeira vez, o Encontro de Cirandeiras. O evento acontece neste domingo (11) com a presença de três mulheres que são referência em cultura popular no Estado. As convidadas são Vó Mera, Coco de Teca e Ana Rodrigues, do Coco de Roda Novo Quilombo (Gurugi/Conde). Na mesma data acontece mais uma edição da tradicional Feirinha de Domingo, com artesanato, variedades, brechó e gastronomia. O acesso é gratuito.

A primeira Feirinha de Domingo de 2018 traz variedades para o público. O evento, que acontece no Espaço Cultural José Lins do Rego, ocupa a Praça do Povo com artesanato, variedades, brechó, gastronomia, foodbikes e expositores distribuídos pelo local. O evento acontece das 14h às 19h. O acesso às atrações é gratuito, com exceção do Planetário, que funcionará com sessão única às 16h e ingressos a R$ 4 (inteiro) e R$ 2 (meia entrada). Também está aberta visitação à Estação Ciência do Espaço Cultural e Gibiteca.

A Feirinha é uma iniciativa da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) em parceria com o Programa de Artesanato da Paraíba (PAP) e tem como objetivo estimular a economia criativa, contando com adesões de artesãos paraibanos e de outros estados da região, a exemplo do Rio Grande do Norte e Pernambuco, que estiveram presentes em várias edições, além da Sociedade Vegana Brasileira em João Pessoa. Lançado em agosto de 2015, o projeto surgiu com a proposta de se repetir mensalmente com novas atrações a cada retorno.

Cirandeiras

funesc feirinha de encontro de cirandeiras coco de roda em cabedelo 2 270x191 - Feirinha de Domingo e Encontro de Cirandeiras integram programação do Mês da Mulher na FunescVó Mera – Domerina Nicolau da Silva é uma das personalidades mais carismáticas e importantes da cultura popular da Paraíba. Vinda de uma família de agricultores, teve que trabalhar na lavoura desde criança para garantir o sustento da casa. Foi também durante a infância que nasceu o seu interesse pelas diversas manifestações culturais do estado.Vó Mera, como é popularmente conhecida, participou do primeiro coco de roda ainda em sua cidade natal, onde esperava ansiosa pela chegada dos festejos juninos para acompanhar a tia, que cantava nas comemorações da fazenda na qual trabalhavam. Com a voz afinada e tocando um ganzá, a garota já expressava seu talento e a paixão pela cultura regional. Foi também nessa época em que ela escreveu as suas primeiras cirandas.

A história da artista se relaciona muito com a origem do Bairro do Rangel, localizado na cidade de João Pessoa, onde foi morar ainda na infância. Católica fervorosa, a mestre cirandeira leva a sua musicalidade e dança para as igrejas paraibanas, nas quais se apresenta com composições próprias, divulgando cada vez mais a cultura do Nordeste.No ano de 2003, seu grupo de ciranda foi batizado como Vó Mera e Seus Netinhos. O nome veio por conta do seu neto Fernando Dylan, que a acompanhava tocando pandeiro e bumbo nas apresentações da artista. Além dos dois, o conjunto foi formado por Jéferson Pereira, Josenaldo Júnior tocando afoxé e Clara Regina, com o ganzá. Anos depois, a composição mudou novamente e passou a ser chamada de Vó Mera e Suas Netinhas, por ser integrada apenas por mulheres

funesc feirinha de encontro de cirandeiras coco de roda em cabedelo 4 270x191 - Feirinha de Domingo e Encontro de Cirandeiras integram programação do Mês da Mulher na FunescDona Teca do Coco de Cabedelo – Herdeira do Mestre Benedito, criador do grupo Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito, criado ainda nos anos 70 e mantido até hoje. Pela cabeça de Benedito nunca passou a ideia de que a brincadeira de tocar coco e dançar ciranda em família um dia viraria um grupo formal. Mesmo antes de se mudar de Cruz do Espírito Santo para Cabedelo, em 1950, o patriarca já tinha o costume de convocar filhos, netos, irmãos e vizinhos para a despretensiosa dança em grupo. As apresentações tinham letra e ritmo, mas eram guiadas sobretudo pelo improviso. Com o tempo e a notoriedade local, o coco foi sendo cada vez mais requisitado para passagens por festas juninas, carnavais e eventos de bairro.A “formalização” de fato, com o batismo de Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito, veio em 1976, ainda que mantivesse sempre vivo o espírito da brincadeira. “Ao nosso núcleo se juntava qualquer pessoa que estivesse assistindo e quisesse se divertir”, lembra Terezinha da Silva Carneiro, a Dona Teca.

Ana Rodrigues - Líder comunitária da comunidade Ipiranga e coordenadora do Coco de Roda Novo Quilombo (Gurugi/Conde). Coordenadora da Festa de Coco de Roda, o tradicional Coco do Gurugi. A atividade celebra com muita dança, música e alegria, histórias de luta, resistência e identidade da cultura quilombola.

Serviço

Feirinha de Domingo – 11/03

14h às 19h – artesanato, variedades, brechó, gastronomia – Praça do Povo do Espaço Cultural

16h – Sessão no Planetário – R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia entrada) – venda de ingressos a partir das 15h

Encontro de Cirandeiras

16h –1º Encontro de Cirandeiras, com Vó Mera, Coco de Teca, Ana do Gurugi (Coco de Roda Novo Quilombo)

– local: Praça do Povo do Espaço Cultural

Realização: Governo do Estado/Funesc