João Pessoa
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Fardamento do patrono da Polícia Militar compõe acervo do museu da corporação

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014 - 11:52 - Fotos: 

Um dos uniformes de instrução utilizado entre as décadas de 1920 e 1930 pelo patrono da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), coronel Elísio Sobreira, está entre os destaques do museu da briosa paraibana – inaugurado em agosto de 2013, em João Pessoa. No total, são mais de 500 peças (entre documentos históricos, armamentos e painéis) à disposição do público e que retratam a evolução da PM ao longo dos 181 de história.

Além de ter sido usado pelo coronel Elísio, que chegou a ocupar o posto de comandante geral durante dois governos, no início do século XX, o fardamento traz as marcas que caracterizam as lutas da época. Em um contexto de intensos conflitos entre o poder constituído e os cangaceiros. Os uniformes da tropa eram confeccionados em tecido brim (acompanhados por botas de cano alto), de forma que melhor se adaptassem ao clima seco e à vegetação do Sertão do Estado.

A região era um dos palcos das disputas, notadamente as cidades de Teixeira e Patos; além de Monteiro e Tapeorá (sendo estas na região da Borborema). O fardamento histórico de instrução também foi utilizado por Elísio Sobreira e seus comandados nos combates da Revolução da cidade de Princesa Isabel (no Sertão), quando coronéis locais se desentenderam com o poder estabelecido em virtude de interesses políticos e econômicos.

Todos esses conflitos deram visibilidade e renderam elogios a Elísio, devido à forma corajosa como ele atuava operacionalmente, chegando depois ao posto de Comandante Geral e mais tarde a ser o patrono da PMPB”, contou o vice-diretor do Museu da Polícia Militar da Paraíba, o tenente Emiliano de Cristo, ao lembrar que tudo que é ligado à história profissional de Elísio tem importância para a PM.

O uniforme utilizado por ele ainda carrega outras peculiaridades. Nos ombros, ao invés das estrelas que hoje definem a patente do militar, um laço húngaro e fitas ocupavam espaço na ‘luva’. Quanto mais fitas, maior era o posto do policial, chegando ao máximo de seis delas, que significavam a graduação de coronel.

O Museu – Criado inicialmente como memorial em 2004, o Museu da PM passou a ter uma nova configuração na gestão do atual comandante da briosa, o coronel Euller de Assis Chaves. Desde então, em janeiro de 2011, foi iniciado o trabalho de coleta de materiais de cunho histórico para compor o acervo do museu. O equipamento fica localizado no salão nobre do Quartel do Comando Geral da PMPB, na Praça Pedro Américo, no Centro de João Pessoa.

História da PM -Criada ainda no tempo do Império (em 3 de fevereiro de 1832), a Polícia Militar da Paraíba é, atualmente, o mais antigo órgão público em atividade no Estado da Paraíba. Ao longo da sua história, a PM esteve presente nos mais importantes momentos históricos do Brasil e da Paraíba, a exemplo do combate à Revolução Praieira, à Guerra do Paraguai, à Revolta do Quebra-quilos e à Coluna Prestes. 

Inicialmente, a corporação foi formada com um efetivo de 50 homens, sendo 15 a cavalo e 35 a pé. As suas primeiras missões foram a Guarda da Cadeia e a execução de rondas no Centro de João Pessoa. Atualmente, a corporação conta com um efetivo de mais de nove mil homens e mulheres na ativa, distribuídos em 14 Batalhões de área, quatro Batalhões Especializados e sete Companhias Independentes.

Entre as atribuições da briosa estão: planejar e coordenar as ações de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública; atuar também de maneira preventiva; fazer a guarda de presídios; realizar a fiscalização de trânsito nas rodovias estaduais e exercer a polícia administrativa do meio ambiente.