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Extensionistas e agricultores são capacitados para uso racional da água do São Francisco

segunda-feira, 17 de julho de 2017 - 15:57 - Fotos:  Divulgação

Para melhor orientar os agricultores familiares no uso da água do São Francisco, 40 extensionistas rurais, sendo 20 engenheiros agrônomos e 20 técnicos agrícolas, participam, a partir desta segunda-feira (17), no Sindicato dos Agrônomos, Veterinários e Zootecnistas dos Entes  Públicos da Estado da Paraíba (Sinavez), de cursos de irrigação localizada e manejo de solo no contexto do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). A solenidade de abertura, coordenada pelo diretor técnico da Emater, Vlaminck Saraiva, ocorreu nesta segunda-feira (17), na sede do órgão, localizado na av. Otton Feio,  bairro Pedro Gondim.

A ação faz parte do convênio 81706/2025 no valor de  R$ 154 mil, firmado com o Governo do Estado e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Emater- PB, unidade da Gestão Unificada (Emepa/Interpa/Emater), vinculada à  Secretaria de Estado do Desenvolvimento Agropecuária e Pesca (Sedap). Com encerramento previsto para 18 de agosto, os cursos serão divididos em três módulos, cada, com carga horária de 120 horas/aula entre práticas e teóricas.

De acordo com o presidente da Gestão Unificada, Nivaldo Magalhães, o convênio também permitirá a implantação de 10 Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs), onde acontecerão as aulas práticas de irrigação localizada com frutas tropicais. As cinco primeiras unidades vão beneficiar as áreas do Projeto Ecoprodutivo, instalado nas regiões administrativas da Emater de Areia, Itabaiana, Picuí, Cajazeiras e Patos. Ele informou que, devido ao potencial existente, nessa primeira etapa vai ser priorizado o plantio de manga espada, caju e pinha. As demais regiões beneficiárias do convênio como Guarabira, Itaporanga, Solânea, Serra Branca e Sousa devem passar por um processo de seleção de município.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater e professor da UFPB, Ely Martins, as 10 UTDs plantadas com fruticultura tropical comportam uma área de 0,5 cada, sendo três de manga espada, quatro de caju anão precoce e três de pinha, cujas mudas serão todas enxertadas, exceto as de pinhas que serão obtidas via seminífera. Ele explicou que a compra de todas as mudas e preparo da área são tarefas do agricultor como contrapartida.

Treinamento – Ely Martins adiantou que serão feitas excursões periódicas pelos técnicos para transmitir aos agricultores as práticas conservacionistas.  A utilização e manejo dos solos serão executados mediante planejamentos embasados na capacidade das terras agrícolas e cada unidade demonstrativa servirá para treinamento de 20 agricultores. Durante os treinamentos eles receberão ensinamentos sobre o plantio direto, adubação verde, cobertura morta, rotação de culturas, conservação e preservação dos recursos hídricos, das matas ciliares e plantio de nível, evitando assoreamentos de cursos d’água e das bacias de acumulações.

Ely Martis, que ministrará os cursos junto com o também professor da UFPB,  Lourival Cavalcante, disse que para traçar todas as diretrizes teóricas e práticas  a serem ministradas foram mantidos contatos antecipados com técnicos de várias instituições a fim de se obter subsídios quanto as condições edafoclimáticas, variedades de frutíferas e hortaliças as quais são cultivadas sob regime de irrigação e potencial para a introdução de novas espécies em todo o Estado. “A intenção é repassar as novas tecnologias existentes e geradas em órgãos de pesquisas e universidades que precisam ser descentralizadas e informadas aos técnicos e estes as levarão aos estabelecimentos rurais”, completou.

Prestigiaram a solenidade de abertura dos cursos, além dos extensionistas da Emater, os engenheiros Felipe Leal Marinho de Alcântara,  Jorge Guilherme Gomes de Medeiros, André Luís da Silva, do Procase, e o engenheiro elétrico Ivo Alves de Oliveira, da UFPB.