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15 de março de 2012

Extensionistas da Emater orientam detentas de Patos no cultivo de hortaliças e frutas



Uma parceria entre o Governo do Estado, o Ministério Público da Paraíba e a Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) – por intermédio de sua vinculada, a Emater Paraíba –, está garantindo trabalho e dignidade para dez mulheres internas no Presídio Feminino de Patos, Sertão paraibano. A parceria é responsável pelo programa Plantando Minha Liberdade, que consiste no cultivo de uma horta e um pomar.

Em aproximadamente 500m² de terra, são cultivados repolho, brócolis, tomate, cebola, coentro, couve, cebolinha, beterraba, pimentão, alface, quiabo, banana e mamão. Todo o trabalho é feito sob orientação dos extensionistas Antônio Esdras, Maria da Conceição, Maria do Socorro Cruz e João Bosco de Souza, que, além de ensinar as técnicas corretas de cultivo, orientam sobre relações humanas e saúde da mulher.

Às sextas-feiras, utilizando os produtos da horta, essa equipe ensina receitas caseiras e baseadas na alimentação saudável. O trabalho está tendo tanto sucesso que o espaço foi ampliado e a produção, incrementada: agora, além de verduras e frutas, as detentas também estão cultivando plantas medicinais, como erva-cidreira, capim santo, hortelã e malva, entre outros.

O início – O programa Plantando Minha Liberdade teve início em 2010, a partir de ações conjuntas entre a Prefeitura de Patos e entidades filantrópicas, mas faltava quem fizesse o acompanhamento – e, até novembro do ano passado, ele permaneceu paralisado. Foi quando, a convite da promotora de Justiça Miriam Vasconcelos, da 1ª Vara de Execuções Criminais da Promotoria Pública de Patos, extensionistas da Emater retomaram as atividades.

Entusiasmada com o sucesso do programa, Miriam disse que as internas estão tendo a oportunidade de conviver com a natureza e de se preparar para o retorno à sociedade. Segundo ela, a Emater está não apenas ensinando uma técnica a essas mulheres, mas ajudando a recuperar suas vidas.  “Sem a cooperação da Emater, o Plantando Minha Liberdade teria sido retomado. Elas recebem orientação sobre higiene alimentar e aproveitam os alimentos em cursos de culinária”, ressaltou.

O programa integra as ações de cunho social trabalhadas pelas extensionistas sociais da Emater, espalhadas por todo o território paraibano. A iniciativa da empresa, além de melhorar o cardápio alimentar, tem o propósito de resgatar a socialização e a autoestima daquelas mulheres.