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24 de outubro de 2011

Exposição fotográfica marca comemoração do Dia de Combate à Poliomielite



O Dia de Combate à Poliomielite, nesta segunda-feira (24), foi comemorado pela Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com uma exposição fotográfica. Instalada no hall de entrada da secretaria, a exposição mostra a história da poliomielite no mundo, no Brasil e no Estado. A Paraíba está livre da doença desde o final da década de 80, quando foi registrado o último caso de contaminação, no município de Sousa.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde, Júlia Vaz, lembrou que só este ano já houve duas campanhas de vacinação, nos meses de junho e agosto, para crianças com menos de 5 anos de idade. “Nas duas campanhas superamos as expectativas do Ministério da Saúde e superamos as metas. É importante que as famílias estejam atentas para as campanhas de vacinação e levem seus filhos. Com isso, o Estado se manterá protegido da doença”, disse.

De acordo com a consultora do Ministério da Saúde no Nordeste para Paralisia Flácida Aguda (PFA), Dionéia Garcia, também deve ser feito o monitoramento de casos de PFA em menores de 15 anos e em pessoas de qualquer idade com história de viagens ou de contatos com viajantes em áreas onde há circulação do poliovírus. Segundo ela, casos de PFA devem ser notificados imediatamente à autoridade sanitária local, regional e estadual.

Riscos – Mesmo com toda essa vigilância, Dionéia disse que casos de paralisia infantil podem voltar a ser registrados no Brasil, porque existem países onde a doença é endêmica. Em outros, ela foi restabelecida e, ainda, há países onde estão ocorrendo casos importados, com surtos. A consultora esclareceu que a pólio existe há milhares de anos. “No Brasil, de 1968 a 1989, havia cerca de 30 mil casos registrados, sendo que o último registro da doença foi na cidade paraibana de Sousa, em 1989”.

A doença – Também chamada de paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infecto-contagiosa provocada por um vírus (poliovírus), que se caracteriza por paralisia de início súbito. A boca é a porta de entrada do poliovírus, ocorrendo transmissão pela via oral (pelas gotículas, ao falar, tossir ou espirrar), principalmente pelo contato direto pessoa a pessoa. O único reservatório da poliomielite é o homem. O vírus se instala e se multiplica no tubo digestivo e logo pode apresentar viremia, com a invasão do sistema nervoso central e o ataque às células motoras.

Pode haver ausência de sintomas até manifestações neurológicas graves. Nas formas paralíticas, ocorre instalação súbita de deficiência motora (paralisia), acompanhada de febre.  Para prevenir a doença, as crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas. Além disso, deve-se manter a higiene pessoal, domiciliar e ambiental (com água de boa qualidade e destino adequado dos dejetos).