João Pessoa
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Exposição faz parte das medidas socioeducativas

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 - 18:12 - Fotos: 
Um mundo colorido com liberdade para resgatar a infância que foi roubada pelas drogas e pelos problemas sociais. É com isto que os meninos e meninas que cumprem medidas socioeducativas na Paraíba sonham. O desejo aparece nas pinturas e desenhos feitos pelos internos das seis unidades mantidas pela FUNDAC -  Fundação Desenvolvimento e do Adolescente. São estes trabalhos que o publico pode conferir até este sábado no Shopping Tambia, no centro de João Pessoa. A exposição está montada no portão do Shopping Tambia que dá acesso a Av. Odom Bezerra e pode ser vista durante o horario de funcionamentodoShopping e  será encerrada as 20h deste sábado.         

Para eles uma forma de se expressar os sentimentos, para a sociedade uma prova de que eles merecem uma segunda chance. Eles são crianças e adolescentes, a maior  parte moradores de comunidades carentes que conhecem cedo a violência e que transformam as drogas em refugio. Acolhidos pelos traficantes, são dominados pelo vicio e pela falsa sensação de poder que mais cedo ou mais tarde acaba durante uma apreensão por causa de uma infração.

Na Paraíba hoje tem quase 300 crianças e jovens com idades ente 12 e 21 anos em privação de liberdade, internações que vão de quarenta e cinco dias há três anos e 95% destes internos cumprem medidas por infrações relacionadas as drogas.

Afastar estes menores do vicio é um trabalho que começa com a desintoxicação, um processo acompanhado dentro dos Centros Educacionais por médicos e psicólogos e depois com o incentivo à pratica de trabalhos manuais que ajudam a combater a ansiedade e auxiliam na concentração.

A mostra reúne trabalhos de meninos e meninas recolhidos nas Unidades de Internamento de João Pessoa, Lagoa Seca, Sousa e Cajazeiras. São telas, gravuras, panos de prato, caixinhas, quadros arranjos e cartões de natal, produzidos em varias técnicas como colagem, pintura a óleo, palha, tudo desenvolvido durante as aulas de artes.

Entre os trabalhos está a realidade de uma menina que hoje cumpre medida por trafico de drogas. Na tela ela faz o auto-retrato mostrando, através das lagrimas, como está arrependida por ali longe de tudo; já em outra o interno coloriu a tela com as imagens de um cotidiano que ele deixou para trás em uma cidade do interior – uma igrejinha no centro, a fileira de casas e um jardim onde possivelmente ele brincava antes de conhecer o crack que o afastou deste mundo.  
Um retrato para ser visto e levado para casa por preços que variam  de R$ 8 a R$ 30, um dinheiro que de acordo com ap da FUNDAC ,Maria Elisabeth Silva de Andrade, é repassado para a família do interno responsável pela produção.

Glaucia Araujo, Assessoria de Imprensa da Fundac