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Exame é indolor, não precisa de picada e deve ser feito antes dos seis primeiros meses de idade

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 - 16:52 - Fotos: 
A surdez infantil atinge de duas a seis crianças em cada 1.000 recém-nascidos em todo o País. Em quase 100% dos casos, o diagnóstico precoce em bebê com até seis meses de idade pode solucionar a deficiência. Para tentar diminuir esse índice, o Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho começou a realizar o teste da orelhinha em recém-nascidos.

O programa começou a funcionar na quarta-feira (23), tendo realizado até o momento 75 exames nos recém-nascidos da unidade de saúde. Os testes são viabilizados através de uma parceria entre o Hospital Edson Ramalho e a Secretaria Municipal de Saúde, que repassa os recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Dona Josefa Caboclo Clarindo, mãe da pequena Mikaenny, estava satisfeita por ter conseguido realizar o teste em sua filha. “Tenho outros dois filhos que não fizeram esse exame, que eu nem conhecia e fiquei sabendo aqui na maternidade. Estou satisfeita porque se ela tiver algum problema na audição já podemos iniciar o tratamento. Esse exame é muito importante para o bebê”, comentou.

O exame – Conhecido popularmente como teste da orelhinha, a Emissão Evocada Otoacústica existe desde década de 90. É um exame de triagem auditiva neonatal do programa de avaliação da audição em recém-nascidos, que deve ser feito preferencialmente nos três primeiros meses de vida do bebê. Seu diagnóstico pode detectar perdas precoces, impedindo que a criança tenha algum problema no processo da fala, já que o aprendizado da linguagem se desenvolve através da audição.

A fonoaudióloga Alda Araújo explicou que muitas crianças surdas ficam mudas quando o problema não é diagnosticado antes dos seis meses de idade ou não recebem intervenção apropriada. “Todo recém-nascido deve fazer esse exame que é indolor, não machuca e não precisa de picada. O exame é feito pela fonoaudióloga e o resultado encaminhado ao pediatra”, informou.

Gledjane Maciel, da Secom-PB