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Evento discute na Paraíba estratégias para melhorar atendimento

sexta-feira, 6 de novembro de 2009 - 15:18 - Fotos: 
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta sexta-feira (6), na Capital, um seminário para diretores e coordenadores de UTI’s neonatal dos hospitais públicos do Estado e dos hospitais universitários de João Pessoa e Campina Grande para discutir o fluxo das crianças cardiopatas da Paraíba.

O evento também serviu para avaliar o trabalho realizado até agora e discutir estratégias para melhorar o atendimento. Desde agosto, 15 crianças foram operadas no Hospital Infantil Arlinda Marques. A implantação do serviço no hospital foi o primeiro passo para a criação da Rede de Cardiologia da Paraíba, que no mês passado passou a oferecer cirurgias também para adultos, no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa.

A gerente-executiva de Regulação e Avaliação da Assistência da SES, Edjanece Guedes Romão, afirmou que a situação das crianças cardiopatas na Paraíba está sob controle e não há fila de espera. “Todos os casos que estão sendo diagnosticados são avaliados pela equipe médica e se for necessária cirurgia o procedimento será feito no Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa,  ou no Hospital Real Português, em Recife, que é nossa referência fora da Paraíba”, disse.

A diretora do Arlinda Marques, Darcy Lucena, informou que desde agosto, quando tiveram inicio as cirurgias no hospital, 15 crianças já passaram por cirurgias cardíacas. “Todas as crianças que chegam aqui no hospital estão sendo atendidas e as providências estão sendo tomadas pelos nossos profissionais do setor de cardiologia”, disse.

Assistência em todas as fases - Todas as crianças são acompanhadas, antes e após a cirurgia, no ambulatório de especialidades do Arlinda. Segundo o médico Maurílio Onofre, que coordena a equipe de cirurgiões, os pacientes são examinados pela equipe médica e se houver a necessidade de cirurgia, o procedimento é marcado. “Se o caso for de urgência, o paciente é internado logo após o atendimento e, se ele estiver em casa esperando o dia da cirurgia e tiver alguma complicação, terá prioridade no procedimento cirúrgico”, disse.

O seminário contou também com a participação da cardiologista Sandra Mattos, presidente da Organização não- Governamental ‘Círculo da Vida’, do Recife. Ela disse que a situação dos bebês cardiopatas em todo o Brasil é preocupante por causa do pouco número de centros especializados na área.  Segundo ela, no mundo, a cada mil crianças que nascem de 8 a 10 apresentam problemas cardíacos, e um terço delas precisam de tratamento clínico ou cirúrgico logo no primeiro ano de vida.

Sandra disse ainda que o Governo Federal e os estados estão trabalhando para melhorar o quadro. De acordo com a médica, o número de médicos especialistas em cardiopatia está aumentando e os governos estão procurando aumentar a quantidade de centros especializados no atendimento e tratamento dos cardiopatas. “Quanto mais cedo a doença foi diagnosticada, melhor e mais rápido será o tratamento e a cura”, disse.

O seminário aconteceu no Hotel Xênius, na Capital, e foi promovido pela Gerência Executiva de Regulação e Avaliação da Assistência da SES e pelo Hospital Infantil Arlinda Marques.

Assessoria de Imprensa da SES/PB