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Estudantes dão exemplo e participam de campanha de doação no Trauma

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 - 15:30 - Fotos: 

A manhã desta quarta-feira (23) foi dedicada à solidariedade no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL). Cerca de 500 estudantes compareceram à unidade para doar sangue e ajudar a salvar vidas. A atividade faz parte da campanha educativa de 10 faculdades da rede privada do Estado para o “trote solidário” e faz parte do projeto “Folia do sangue no hemocentro”.

O ato foi aberto em solenidade às 9h em frente à recepção principal do HETSHL pelo diretor geral Edson Neves e representantes de faculdades que mantém parceria com o hospital na realização de estágios curriculares dos alunos.

Edson Neves elogiou a ação dos alunos e disse que a iniciativa é um ato de compromisso e solidariedade com a saúde da população, e consequentemente, com a melhoria da qualidade de vida dos paraibanos. Ele destacou a importância da iniciativa nesse período carnavalesco, onde a incidência de violência e acidentes aumenta provocando um excesso no número de vítimas que dão entrada no Hospital de Trauma.

A estudante do 6º período de Nutrição, Isa Luksys revelou que pela segunda vez doa sangue e que a atitude é um ato de amor à vida. “Como soube que o Trauma estava com estoque baixo de sangue, resolvi também ajudar e espero fazer isso não só nesse período, mas outras vezes”, disse a futura nutricionista, afirmando que quer se tornar uma doadora de carteirinha.

Já a estudante de 8º período de Enfermagem, Liliane Leal, tentou, pela segunda vez, doar sangue, mas por conta de problemas de pressão, acabou tendo que adiar a vontade de contribuir com a campanha. Ela disse que se preparou com antecedência para o momento e fez campanha interna na faculdade onde estuda e na internet. “Vou continuar tentando, pois se já é difícil encontrar doadores, imagine se os que se predispõem desistirem? Se houver desistência dos voluntários, as campanhas não terão êxito”, destacou.

Procedimentos – A assistente social do Hemocentro, Maria das Neves Gomes Pereira, explicou o atendimento dos voluntários começa pelo preenchimento de uma ficha cadastral, com dados pessoais do doador. Em seguida, é feita a pré-triagem onde a enfermeira de plantão faz o teste de hemoglobina para saber se o voluntário tem ou não anemia, além de aferir a pressão arterial, peso e altura.

Para finalizar, a médica de plantão realiza uma entrevista confidencial e depois emite um parecer na ficha do doador o habilitando ou não para a doação de sangue. “Antes de começar o cadastro, os voluntários são orientados a apresentar documento oficial com foto e ainda ingerir dois lanches, um antes e outro após a doação, que são oferecidos na unidade móvel com a finalidade de repor a glicemia”, lembrou a assistente social.

Requisitos
– Para ser doador, é preciso ter entre 18 e 65 anos, peso acima de 50 quilos, não estar tomando remédio controlado, não ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação e estar gozando de boa saúde. Todo o material coletado passa por exames de sífilis, HIV, hepatite B e C, entre outros, que garantam a qualidade do sangue.