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10 de agosto de 2012

Estado realiza 29 transplantes de rins e garante exames para pacientes



O Governo do Estado da Paraíba realizou este ano 29 transplantes de rim. O número equivale ao total de cirurgias realizadas durante o ano passado.  A informação é da diretora geral da Central de Transplante da Paraíba, Gianna Lys Montenegro. Ela disse que essa conquista é fruto da política de transplante que vem sendo colocada em prática pelo Governo do Estado por meio de incentivos para as equipes transplantadoras, assinatura de convênios e liberação de recursos para compra de medicamentos de alto custo e que seriam de responsabilidade dos hospitais transplantadores.

Ela explicou que o Governo do Estado também está garantindo os exames de todos os pacientes inscritos na lista de espera para desta forma mantê-los sempre ativos. Gianna Lys lembrou que o Governo do Estado firmou um convênio no valor de R$510 mil por ano, com o Instituto de Assistência a Saúde (ISAS) que realiza o transplante no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande.

A diretora afirmou que antes os pacientes não estavam preparados para a realização do transplante. “Com esse convênio os pacientes ficam com os exames em ordem e preparados para ficar na lista de espera, ou seja, prontos para realizarem o transplante quando tiver a doação do rim. Com a chegada do órgão, os médicos avaliam o paciente prioritário e assim realizam o procedimento”, explicou.

Outra ação importante do Governo do Estado é a aquisição de medicamentos para os pacientes. São remédios fornecidos para que os transplantados não rejeitem o órgão e para isso são investidos recursos na ordem de R$ 671 mil por ano.

Ela disse que depois do convênio firmado entre o Governo do Estado e o Instituto Social de Assistência a Saúde (ISAS) o Hospital Antônio Targino é referência em transplantes renais na Paraíba.

Mais recursos – Este ano, o Governo do Estado assinou um convênio com o Hospital São Vicente de Paula para a liberação anual de cerca de R$ 1,2 milhão para fortalecer o serviço de transplante de rim. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, esses recursos representam um acréscimo de 20% na tabela do Sistema Único de Saúde que hoje paga a importância de R$ 5.313,33 por um transplante renal.

Também ficou acordado que o Governo do Estado irá investir R$ 157,9 mil na compra de equipamentos com o objetivo de estruturar e oferecer melhores condições para o que o hospital possa realizar os transplantes. “Com mais ação, o Governo do Estado está fortalecendo ainda mais a política de transplante da Paraíba” destacou o secretário.

Recorde – Este ano, pela primeira vez na história, a Paraíba realizou três transplantes de rins em um único dia. As cirurgias aconteceram no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, que é credenciado pela Central de Transplantes da Paraíba para realizar esse tipo de procedimento.

Gyanna Lys Montenegro explicou que no dia 25 de janeiro ocorreram duas doações de múltiplos órgãos de pacientes que estavam internados no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena onde ocorreram as captações. Foram captados dois fígados, dois rins, um coração para válvulas cardíacas e quatro córneas.

As pessoas que receberam os rins foram pacientes que faziam hemodiálise e agora estão tendo uma nova chance de vida. “Isso é um gesto de amor ao próximo e mostra que com a união, determinação e boa vontade de todos podemos devolver a vida a outras pessoas”, comentou Gyanna Lys.

“Três transplantes renais no mesmo dia era um fato inédito no nosso Estado, motivo de comemoração e de esperança para tantos outros pacientes que esperam em lista aguardando um órgão”, comemorou a diretora da Central de Transplante da Paraíba.
Ela explicou que os dois fígados captados nas duas doações de múltiplos órgãos foram disponibilizados para o Sistema Nacional de Transplante e encaminhados para Pernambuco e Ceará por não ter receptor compatível para as doações na lista da Paraíba.

Um único doador pode ajudar a salvar a vida de mais de 10 pessoas. Podem ser doados: as córneas, coração, pulmão, rins, fígado, pâncreas, ossos, medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue), pele e válvulas cardíacas. Gyanna Lys Montenegro explica que qualquer pessoa pode ser potencial doador de órgãos, bastando que comunique esse desejo a seus familiares ainda em vida.

“A família é quem decide por uma possível doação. É importante que as pessoas, ainda em vida, tomem uma decisão sobre a doação de órgãos e comuniquem a seus familiares. Na hora da dor, é muito difícil para uma pessoa decidir se vai autorizar a doação dos órgãos de um parente seu. Mas, se esse parente já tiver manifestado esse desejo em vida, essa decisão será mais natural”, garante.

Gyanna Lys disse ainda que os familiares dos pacientes estão mais sensíveis e compreensíveis na hora de autorizar o transplante e, isso, se deve ao apoio e atenção que eles recebem do pessoal da Central quando o paciente está internado, como também das campanhas de conscientização que são realizadas sobre o assunto.

Para mais informações sobre doação de órgãos, os interessados podem
ligar para a Central de Transplante nos telefones 3244-6192.