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16 de novembro de 2012

Estado inicia preparativos para vacinação contra a raiva animal



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou os preparativos para mais uma campanha de vacinação contra a raiva animal, que acontecerá no próximo dia 1º de dezembro.  Na Paraíba, a meta é imunizar 607.643 animais, sendo 414.892 cães e 192.751 gatos. Para isso serão colocados à disposição da população mais de 800 postos espalhados nos 223 municípios do Estado, que funcionarão das 8h às 17h, mobilizando aproximadamente 6 mil profissionais de saúde.

O Núcleo de Controle de Zoonoses da SES iniciou às visitas às Gerências de Saúde para repassar todas as informações sobre a operacionalização da campanha.  O chefe do setor, Francisco de Assis Azevedo, explicou também que a SES já iniciou a distribuição das vacinas com as Gerências Regionais de Saúde que repassarão o imunizante para os municípios.

Para esta campanha, o Ministério da Saúde enviou 650 mil doses de vacina e o mesmo total de seringas. “Vale ressaltar que serão utilizadas seringas e agulhas descartáveis na proporção de uma seringa e uma agulha para cada animal vacinado, proporcionando uma melhor qualidade no serviço, evitando possíveis contaminações”, destacou Francisco de Assis.

O chefe de Núcleo de Controle de Zoonoses da SES lembrou que pelo quarto ano consecutivo será utilizada a vacina de cultivo celular em cães, que tem uma melhor resposta imunológica e ação mais duradoura e que também faz parte do protocolo assinado pelos países latinos, junto a Organização Mundial da Saúde, que pretende eliminar a raiva humana transmitida por cães, principal fonte de infecção no ciclo urbano, até o ano de 2015.

Dados – Até o mês de outubro, a SES não registrou nenhum caso de raiva animal na Paraíba. Ano passado foi registrado um caso em morcego e oito em bovinos, onde a principal fonte de infecção é o morcego hematófago. A Paraíba não registra caso de raiva humana há 13 anos. O último caso da doença em humanos foi em junho de 1999.

A doença – A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio da mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo.

A doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução. É letal em aproximadamente 100% dos casos, por ser causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais, e a única forma de evitá-la é pela vacinação anual, que não tem contraindicação.

A raiva apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.