Fale Conosco

3 de outubro de 2011

Estado faz parcerias para ações do Outubro Rosa e de combate ao câncer de mama



Todos os anos, desde 1997, o mês de outubro é considerado mundialmente o mês de combate ao câncer de mama. Ocorre nesse período o “Outubro Rosa”, um conjunto de ações de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce para ampliar as chances de cura para a doença.

O Governo do Estado via Secretaria de Estado da Saúde (SES) se integrará à programação realizando ações a partir desta terça-feira (4), em parceria com a ONG Amigos do Peito, Rede Feminina de Combate ao Câncer e médicos especialistas em mastologia e diagnósticos por imagem.

Desde 2001, na Paraíba, 1.538 pessoas morreram por causa do câncer de mama, 1.512 foram mulheres (98,28% do total), de acordo com os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc).

Em João Pessoa, haverá uma campanha estimulando a prevenção do câncer de mama com rodas de conversas e atendimento especializado para mulheres na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira e na Maternidade Frei Damião. Além disso, haverá caminhadas, abraço na Lagoa, distribuição de material educativo e de orientação, ações em shoppings e divulgação do evento com a iluminação em alguns pontos da cidade, bem como com a utilização de meios de comunicação e mídias digitais.

Mobilização social – A diretora do Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC), Roseane Machado, destacou a importância da mobilização social para a redução da mortalidade por câncer de mama no Estado. “Todos precisam abraçar esta causa. Precisamos estar atentos e vigilantes para que haja o diagnóstico precoce e seja adotado um tratamento eficiente para a cura da doença”, disse.

Na Capital, o hospital de referência para o diagnóstico e tratamento do câncer é o Hospital Napoleão Laureano e, em Campina Grande, o Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP).

A idealizadora da ONG Amigos do Peito, Joana Marisa, ressaltou o engajamento de toda população na luta pela saúde e prevenção da doença. “Precisamos todos nos unir para conscientizar as pessoas sobre o combate ao câncer de mama. O Outubro Rosa é o momento de todas as pessoas se unirem em todo o mundo para lutar pela vida”, destacou.

Programação – No dia 4, às 19h, será aberta oficial a programação do Outubro Rosa na Estação Ciência, Cultura e Artes, no Cabo Branco, em João Pessoa. Haverá palestra e apresentações do Coral e Banda Toque de Classe. No dia seguinte, a partir das 14h, acontecerá uma roda de conversa e serão realizados exames com as mulheres na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em Mangabeira.

No dia 7, haverá uma atividade educativa sobre a prevenção do câncer de mama na Maternidade Frei Damião e também realização de exames, a partir das 14h. No dia 10, a programação será na Fundação Casa de José Américo, a partir das 8h.

Já no dia 19 acontecerão dois eventos: às 8h haverá uma palestra no auditório da Energisa e, a partir das 16h, haverá um grande abraço em torno da Lagoa, no Parque Solon de Lucena.

O “Dia do Amigo do Peito” será no dia 29. A partir das 8h acontecerão eventos direcionados para mulheres previamente triadas por apresentarem sintomas. No encerramento do mês de campanha, no dia 30, acontecerá a caminhada do movimento “Amigos do Peito”, que partirá do Busto de Tamandaré, em Tambaú, às 7h30, e seguirá até o Jangada Clube.

Conscientização – Durante o Outubro Rosa também acontecerão ações de conscientização da população sobre a prevenção do câncer de mama, como pit stops nas principais avenidas de João Pessoa e nas cidades do interior, tarefas educativas em escolas, panfletagem em feiras livres como as de Oitizeiro e Torre, aos sábados. As ações também terão a participação da primeira-dama do Estado e madrinha do Programa Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (PEPD-PB), Pâmela Bório, e da secretária Executiva da SES, Cláudia Veras.

Empresas como o Instituto Avon também participarão do mês de campanha na Paraíba. O Shopping Tambiá aderiu à Campanha e nas quintas-feiras do mês de outubro promoverá as “Quintas Rosas”, quando serão distribuídos panfletos e materiais educativos. Também nesses dias, das 11h30 às 13h30, um médico especialista receberá a população para tirar dúvidas sobre o câncer de mama.

Além da programação das instituições parceiras, a população também participa da campanha aplicando a cor rosa em suas próprias residências, com faixas e bandeiras, assim como no trabalho.

A campanha – O Outubro Rosa é um movimento mundial, nascido em 1997, nas cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia (EUA). O movimento tem por objetivo dar visibilidade às iniciativas de enfrentamento do câncer de mama e promover a consciência sobre a importância do diagnóstico precoce para ampliar as chances de cura para a doença.

O movimento caracteriza-se por imprimir a cor rosa – que marca a luta contra o câncer de mama e também está presente no laço, símbolo da campanha – aos ambientes de acesso público. Tradicionalmente o Outubro Rosa tem sido marcado pela iluminação em rosa de prédios e monumentos; pela pintura de muros, calçadas, bancos de praças; pela mudança de cor dos ambientes de sites de empresas e organizações em geral; e outras ações criativas.

Mundialmente, a campanha já iluminou a Torre de Pisa, na Itália; o Arco do Triunfo, em Paris; a Casa Branca, em Washington; e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; entre inúmeros outros prédios e monumentos.

Em 2008, o Brasil aderiu à campanha e, com realização da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), foram iluminados o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Pinacoteca, em São Paulo, a Ópera de Arame, no Paraná, o memorial Jucelino Kubchek, em Brasília e o Palácio Piratini e a torre da Usina do Gasômetro no Rio Grande do Sul.

A razão de mobilizar para o Outubro Rosa está relacionada aos números da doença. Embora o câncer de mama seja uma doença curável se detectada em seus estágios iniciais, entre 1979 e 1999, a taxa bruta de mortalidade por câncer de mama no Brasil registrou aumento de 69% (de 5,77 para cada 100 mil habitantes em 1979, para 9,75 na mesma proporção, em 1999).

Ratreamento – O rastreamento mamográfico a partir dos 50 anos de idade tem contribuído para reduzir o percentual de cânceres diagnosticados nos estádios 3 e 4. No entanto, a baixa cobertura mamográfica (41,2% nos últimos dois anos) e a falta de informação por parte da sociedade de um modo geral e das mulheres, em particular, além da pouca sensibilização dos profissionais da saúde para uma atenção mais dedicada à detecção precoce não permitem um impacto na redução das taxas de mortalidade.

Para a secretária executiva da SES, Cláudia Veras, é importante a mobilização em função do combate ao câncer de mama. “Para nós da Secretaria, considerando a magnitude do perfil de morbidade e mortalidade da população feminina no Brasil e no Mundo, a parceria com a sociedade civil organizada, com profissionais de saúde e essencialmente a população, é fundamental para que a mobilização tenha êxito”, afirmou.