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19 de junho de 2009

Estado faz ‘Dia D’ para imunizar 316 mil crianças contra poliomielite



“Não dá pra vacilar. Tem que vacinar”. Este é o slogan da 29ª campanha de vacinação infantil contra a poliomielite. O ‘Dia D’ da ação será neste sábado (20), em todo o Brasil e, na Paraíba, o evento será marcado por uma solenidade, às 8h30, na Praça do Coqueiral, no Bairro de Mangabeira, em João Pessoa. A meta é imunizar pelo menos 95% das 316 mil crianças paraibanas menores de 5 anos de idade. São 1.150 postos de vacinação, espalhados nos 223 municípios do Estado. A campanha envolverá 4.223 profissionais de saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu do Ministério da Saúde 450 mil doses da vacina contra a poliomielite, que foram encaminhadas as 12 Regionais de Saúde para distribuição nos municípios paraibanos. Além da pólio, os profissionais de saúde estão orientados a atualizar o cartão de vacina das crianças, com a aplicação de outros imunizantes como a vacina tríplice viral (que previne o sarampo, a rubéola e a caxumba), e a tetra (contra a difteria, coqueluche e tétano).

A solenidade contará com a participação da secretária-executiva da Saúde do Estado, Lourdinha Aragão, que vai representar o governador José Maranhão e o secretário de Saúde, José Maria de França; do coordenador estadual da Imunização, Walter Albuquerque, e do vice-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra. Será servido um café da manhã e as crianças vão ganhar guloseimas.

Campanha – O último caso no Brasil foi registrado em 1989, no município de Sousa, Sertão da Paraíba, mas o vírus ainda circula no meio ambiente e em outros países e, por isso, a necessidade de campanhas periódicas de vacinação para evitar a reintrodução da doença no Brasil. O coordenador do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Walter Albuquerque, destacou a importância da vacinação em campanha, mesmo que a de rotina esteja sendo feita.

“A vacina aplicada de forma indiscriminada durante a campanha cria uma ‘barreira’ no meio ambiente e protege não só a criança que recebeu o imunizante, como também as outras que não foram vacinadas. A criança vacinada, durante até 15 dias, expele o vírus vacinal pelas fezes e por via oral. Esse vírus se espalha no meio ambiente, criando a barreira de proteção. Quem não foi imunizado também fica protegido contra a doença de forma indireta”, explicou Walter.

Assessoria de Comunicação SES