João Pessoa
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Escola Olivina Olívia realiza Semana de Arte, Cultura e Conhecimento

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 - 12:01 - Fotos: 

A Escola Estadual de Ensino Médio Professora Olivina Olívia, localizada no Centro de João Pessoa, realizou na sexta-feira (11) a I Semana Olivina de Arte, Cultura e Conhecimento (SOACC) para a comunidade escolar e visitantes. Na abertura, houve o hasteamento das bandeiras ao som do coral Nossa Voz, apresentação da banda marcial da unidade escolar e apresentações de música e dança. Aproximadamente 1.900 estudantes da 1ª a 3ª série do Ensino Médio da escola participaram do evento.

No total, foram apresentados 50 projetos organizados pelos estudantes, sendo 32 no turno da manhã e 18 à tarde. De acordo com o diretor da Escola Olivina Olívia, Antônio Figueiredo, as apresentações da sexta-feira foram a culminância dos trabalhos desenvolvidos durante o ano letivo. “Desde fevereiro os estudantes vêm trabalhando nos projetos junto aos professores. Cada professor desenvolveu o próprio projeto seguindo os segmentos de arte, cultura e conhecimento. O objetivo é envolver um conhecimento mais geral e incentivar os alunos a estudarem e aproveitarem esse conhecimento de forma prática. Assim, eles vão saber o quanto é importante os conhecimentos que adquirem durante os três anos que passam aqui e terão a oportunidade de demonstrá-lo”, afirmou.

Projetos – Alimentação saudável, Direitos Humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), plantas medicinais e sexualidade foram alguns dos temas abordados pelos estudantes nas apresentações da Semana Cultural. Na ocasião, os estudantes também homenagearam os músicos paraibanos Chico César e Escurinho. A professora de Educação Física, Walmyra Medeiros, trabalhou com cerca de 200 alunos da 3ª série do Ensino Médio o Protagonismo Juvenil e a Obesidade. “Eles assistiram ao documentário ‘Muito além do peso’, que trata da questão da obesidade na infância e adolescência. Assim, falamos sobre a alimentação saudável e sobre os perigos da alimentação industrializada que tem alto teor de açúcar, sal e gordura. Eles divulgaram o vídeo com os pais. Hoje, eles optaram por trazerem frutas para apresentar o projeto. Fiz um alerta”, explicou.

A estudante Amanda Maria de Andrade realizou uma pesquisa sobre os benefícios das frutas para o corpo humano. “Pesquisamos sobre a importância das frutas, as propriedades nutricionais, o valor calórico e as propriedades medicinais. Hoje, comemos muitos produtos industrializados e com o tempo podemos perder as papilas gustativas do paladar. Então, trouxemos as frutas para os visitantes reconhecerem o verdadeiro sabor delas”, afirmou. O estudante Rodrigo Evaristo, que também participou do projeto de alimentação saudável, afirmou que ficou preocupado com a qualidade dos alimentos industrializados. “Eu não sabia que eles tinham tanto sal e açúcar. Depois do documentário, mudei minha alimentação e estou repassando isso para a minha família”, disse.

Já a estudante Alynne Gonçalves, da 2ª ´serie, estudou sobre as plantas medicinais. “Aprendi que a hortelã serve para evitar vômitos e reduz a contração muscular. É importante estar aqui hoje para divulgar essas informações porque, assim como eu, muitos não sabem disso”, afirmou. A professora que organizou o projeto, Débora Suely, que ensina Biologia, trabalhou o tema com 35 estudantes. “Devido à grande quantidade de química nos remédios, decidi trabalhar com eles o uso das plantas medicinais. Para isso, eles pesquisaram sobre diversas ervas, fizeram entrevistas e simpatias medicinais”, ressaltou.

Outro projeto apresentado na Semana Cultural foi sobre o uso das tecnologias na escola. “O objetivo maior foi expandir a troca de informações sobre tecnologia entre professores e estudantes a serviço da escola. A tecnologia hoje ultrapassa os muros da escola e ela serve para potencializar a aprendizagem”, afirmou a professora de Geografia Susye Cléa da Silva, que trabalhou o tema com os estudantes do 3º ano. A estudante Evellyn Emilly dos Santos, da 2ª série, participou de uma peça sobre os Direitos Humanos e o ECA. “É importante falar sobre os direitos das crianças e adolescentes e, dessa forma, é mais interativo e todos podem aprender”, disse.