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Equipes de saúde penitenciária participam de capacitação sobre testes rápidos

quarta-feira, 10 de outubro de 2012 - 15:33 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

Profissionais que integram as equipes de saúde penitenciária participam, nesta quarta e quinta-feira (10 e 11), da capacitação em testagem rápida para diagnóstico de HIV, hepatites virais e sífilis. Além de preparar os profissionais, o treinamento pretende agilizar o diagnóstico das doenças. A ação é realizada pelo Governo do Estado, por meio da parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e Secretaria de Estado da Saúde. As aulas acontecem na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep) e contam com a participação de profissionais de nível superior.

A atividade é feita por meio da Gerência de Ressocialização da Seap; Gerência Executiva de Atenção, Gerência de Vigilância em Saúde e Coordenação de DST´s/AIDS e Hepatites Virais da SES. Participam do treinamento cerca de 40 pessoas, entre assistentes sociais, enfermeiros, médicos, odontólogos e psicólogos.

A coordenação do treinamento explica que após a capacitação desses profissionais, será introduzida regularmente a oferta de teste rápido em HIV, hepatites virais e sífilis nas 11 unidades prisionais da Paraíba que contam com Equipes de Saúde.

São elas: Centro de Reeducação Feminino Maria Júlia Maranhão (João Pessoa); Penitenciária de Psiquiatria Forense (João Pessoa); PB1 (parte do Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, em João Pessoa), Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega (conhecida por Presídio do Róger, em João Pessoa); Presídio Instituto Penal Sílvio Porto (João Pessoa); Penitenciária Máxima de Campina Grande; Presídio do Serrotão, em Campina Grande; Penitenciária Padrão de Patos; Penitenciária  Padrão de Santa Rita; Penitenciária Padrão João Bosco Carneiro, em Guarabira; e Penitenciária Padrão de Cajazeiras.

A gerente de Ressocialização da Seap, Ziza Maia, abriu o treinamento falando da importância desse tipo de capacitação e das ações de ressocialização na reeducação dos apenados. “Nós, profissionais de saúde, devemos adentrar esse espaço com um olhar diferenciado e sem preconceito. Não devemos reproduzir em nosso trabalho o preconceito que sociedade já reproduz”, afirmou a gerente.

Existe um cronograma de cursos a serem executados, até o fim do ano, para as equipes do Programa de Saúde Penitenciária (PSP). Haverá treinamentos como: Tratamento e monitoramento da hipertensão arterial sistêmica e diabetes; Controle da tuberculose e diagnóstico precoce; Diagnóstico e Tratamento de DST/Aids e HIV; Capacitação em saúde mental; Treinamento em sala de vacina.

Ainda de acordo com Ziza Maia, em caso de testes positivos em quaisquer dos apenados, os mesmos são encaminhados ao Complexo de Doenças Infecto Contagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa – uma vez que a maior incidência de doenças ainda ocorre na capital, pois 40% da população prisional está na região metropolitana.