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Equipamento fica em Mamanguape e será essencial na ressocialização de jovens em conflito com a lei

quarta-feira, 19 de maio de 2010 - 17:27 - Fotos: 
A Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac) pediu a reintegração de posse da olaria que pertence ao Centro Educacional do Adolescente na cidade de Mamanguape, conhecida como Fazenda Pindobal.

O equipamento, que desde 2006 foi arrendado por um empresário, não vem atendendo ao objetivo que é a capacitação da mão de obra de menores em conflito com a lei. Responsável por uma considerável produção de tijolos, a olaria hoje só repassa pouco mais de dois mil reais por mês para a unidade.

A ação de reintegração de posse foi protocolada na 2ª Vara da Fazenda em João Pessoa e se a Fundac conseguir reaver o prédio, a olaria voltará a ser essencial no trabalho de ressocialização dos menores atendidos nos Centros Educacionais da Paraíba. Na fábrica, os internos dão um passo importante para entrar no mercado de trabalho através da fabricação de tijolos, um dos componentes principais para o setor da construção civil, que no ano passado registrou um crescimento de 40%.

O dinheiro arrecadado com a venda dos tijolos será usado para manter a unidade de Mamanguape, hoje administrada pelo Ministério Público Estadual. Os lucros também vão ser aplicados no projeto de ampliação do órgão, que será responsável pelo atendimento de dependentes químicos.

Espaço de reabilitação – O projeto foi discutido durante uma visita do presidente da Fundac, Diamantino da Silva Lima, àquela unidade, onde são atendidas 32 crianças e adolescentes em situação de risco. No encontro com a promotora da Infância e da Adolescência, Ana Maria França; o deputado estadual do PMDB, Nivaldo Manoel, e o coordenador do Programa Estadual sobre Drogas, Deusimar Guedes, o presidente da Fundação falou da vontade de transformar o espaço em um Centro de reabilitação para jovens.

Localizado próximo à entrada do município de Mamanguape, o Centro tem cerca de 44 hectares, área com casas, alojamentos, igreja, quadra e campo de esporte, refeitório, escola e galpões para cursos profissionalizantes.

As crianças e adolescentes lá atendidas foram encaminhadas pelo Juizado da Infância e fazem parte da estatística de meninos que moram nas ruas. E o pior: 97% deles já tiveram contato com drogas. No local que funciona como uma fazenda de reabilitação, eles seguem as regras de uma casa com tarefas e lazer.

Agora, o que a Fundac pretende fazer é aproveitar o espaço doado pelo Governo do Estado em 1994, para tratamento de dependentes químicos custeado em boa parte pelos os lucros alcançados na olaria, a ser transformada em uma fábrica-escola. A idéia é começar os atendimentos até o final do ano, ampliando o número de centros de tratamento gratuito dessas pessoas na Paraíba.

Gláucia de Araújo, da Assessoria de Imprensa da Fundac