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Envio do produto pelo MS regulariza o estoque e a vacinação de pacientes no Estado

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 - 15:07 - Fotos: 

O bebê cardiopata Ângelo Gabriel, cinco meses, recebeu na manhã desta sexta-feira (25) a primeira dose da vacina pneumocócica 7 valente, que protege crianças imunodeprimidas de sete tipos de pneumonia. A vacinação da criança só foi possível porque a Secretaria de Estado da Saúde (SES) garantiu, junto ao Ministério da Saúde, o envio de 100 doses extras do imunizante para regularizar o estoque e a vacinação dos pacientes do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie). O Estado ficou cinco meses sem receber a vacina, que estava em falta em todo o País.

“Agora eu estou bem mais tranqüila”, disse a dona-de-casa Maria da Penha Fernandes, mãe de Gabriel. Ela havia procurado o Crie no início da semana, para iniciar o esquema de vacinação da pneumo 7 do filho, que passou por uma cirurgia cardíaca viabilizada pelo Governo do Estado, no último mês de junho. Como o Crie só havia recebido 30 doses da vacina no início deste mês, depois de cinco meses sem o medicamento, não pôde dispensar o imunizante ao bebê imediatamente sem a garantia do recebimento de novas remessas, para que outras crianças com doses agendadas ou vencidas não fossem prejudicadas.

Essa garantia foi dada pelo próprio Ministério da Saúde ao secretário José Maria de França e ao coordenador de Imunização do Estado, Walter Albuquerque, que estiveram em Brasília na quarta-feira (23). “Em princípio, o Ministério da Saúde havia garantido poucas doses esta semana para resolver o problema de Gabriel e de outras crianças que estavam na espera, mas nesta sexta-feira recebemos a confirmação de que terça ou, no mais tardar, quarta-feira, o Estado teria mais 100 doses extras para regularizar a vacinação de todas as crianças que precisam desse imunizante”, explicou a médica Darcy Lucena, diretora do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que mantém o Crie.

A vacina pneumocócica 7 valente é indicada para crianças menores de 2 anos que têm doenças pulmonares ou cardiovasculares crônicas graves, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, diabetes, cirrose hepática, hemoglobinopatias, imunodeficiência congênita ou adquirida, soropositivas e outras. O imunizante está incluído no programa de imunobiológicos especiais do Ministério da Saúde. A vacina não estava sendo repassada aos Estados porque acabou o estoque e a compra é feita nos Estados Unidos, dependendo de licitação internacional, que demorou meses para ser concluída.

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB