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26 de fevereiro de 2014

Entidades governamentais e da sociedade civil visitam Penitenciária de Mangabeira



Representantes de diversas instituições de defesa dos direitos humanos realizaram, durante a tarde desta terça-feira (25), uma visita a todas as alas da Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, quando puderam ouvir as demandas relatadas pelas reclusas que cumprem pena na unidade.

A comissão era formada por representantes da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba, Comissão de Direitos da Diversidade Homossexual da OAB-PB, Associação das Travestis e Transexuais da Paraíba (Astrapa), Ambulatório LGBT do Hospital Clementino Fraga, Coordenadoria Municipal da Diversidade Sexual e o Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria. A visita foi acompanhada pela gerente de Ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Ziza Maia, e pela diretora da unidade penal feminina, Cinthya Almeida.

As demandas identificadas dizem respeito a questões de informação sobre identidade, cidadania, saúde da mulher, assessoria jurídica, segurança, convívio, exames médicos e psicológicos e de conscientização.

O secretário de Estado da Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, reiterou que o Governo da Paraíba, por meio da Seap, recebe estas visitas frequentes de comissões de direitos humanos com muita tranquilidade. “Muitas vezes é por meio destas visitas que identificamos demandas específicas e a partir deste diagnóstico fazemos um planejamento e delineamos esforços para saná-las”, comentou.

Ziza Maia, que é gerente de ressocialização da Seap, comentou que o setor está atento às demandas destacadas pelas mulheres em situação de cárcere. “Sabemos que muita coisa já avançou, mas este é um processo contínuo de melhoramento das condições das unidades para a adequação das políticas públicas de cidadania, a exemplo das demandas da área de saúde, que tem evoluído bastante nos últimos três anos, mas que ainda precisa de avanços”, disse.

A diretora da unidade, Cinthya Almeida, falou do ambulatório médico que está sendo instalado na unidade: “A implementação de uma unidade de saúde na Penitenciária Júlia Maranhão é a realização de um sonho antigo, tanto das reclusas como do corpo de agentes penitenciários lotados aqui, uma vez que facilita o atendimento aos usuários e reduz o número de escoltas, contribuindo também para a segurança interna e de toda a população”.

A reeducanda que prefere ser chamada pelo nome de Paulão (32), que há cinco anos cumpre pena na unidade, falou das suas pretensões quando ganhar a liberdade: “O meu sonho é fazer um curso de mestre de obras ou até mesmo de engenheiro, pois já faço alguns serviços de manutenção como encanação, pedreiro e parte elétrica e pretendo ampliar o meu conhecimento nesta área”.