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27 de maio de 2013

Encontro discute prevenção e controle do tabagismo entre mulheres



O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, promove, nesta quarta-feira (29), um encontro com profissionais de saúde com o objetivo de discutir a importância da prevenção e do controle do tabagismo e seus fatores de risco, com ênfase na elevação da incidência no público feminino. O evento começa às 8h30 no auditório do Conselho Regional de Medicina, na Avenida Dom Pedro II, em João Pessoa, e faz parte das ações do Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado na próxima sexta-feira (31).

O evento é realizado em parceria com a Associação Médica da Paraíba, Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Sociedade Paraibana de Pneumologia, Sociedade Brasileira de Cardiologia-Região Paraíba, Secretaria de Educação do Estado, Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e planos de saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde convidou profissionais que atuam nos Centros de Tratamento do Fumante de João Pessoa e da Universidade Federal da Paraíba, educadores físicos, coordenadores do Programa Saúde na Escola (PSE), profissionais que atuam no Programa Saúde da Família (PSF), representante da Vigilância em Saúde dos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, Técnicos da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, e outros profissionais e entidades que trabalham com a questão do combate, controle, prevenção e tratamento do tabagismo.

Durante o encontro vão acontecer três mesas redondas para a discussão dos temas: “Tabagismo Feminino e Gênero”, “Morbimortalidade nas Doenças Tabaco Relacionadas” ; e “Repercussão do Tabagismo na Saúde da Mulher”. Também será feita uma análise do tabagismo na Paraíba relacionado ao câncer de mama, colo de útero e problemas gestacionais.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, Gerlane Carvalho de Oliveira, ainda dentro da programação alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco, a Secretaria de Estado da Saúde Encaminhou ofício para as Gerências Regionais de Saúde orientando quanto a importância dos municípios realizarem atividades alusiva ao Dia Mundial sem Tabaco com o objetivo de alertar e sensibilizar a população.

No dia 31, vários planos de saúde também vão se engajar na luta contra o tabagismo. A Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou material educativo para que sejam realizadas atividades internas voltada à prevenção e combate ao Tabagismo. O objetivo é sensibilizar esses planos para implantar serviços de tratamento as pessoas dependentes do cigarro. “Se for feita uma comparação veremos que os custos com o tratamento são bem menores que os empregados na prevenção”, disse Gerlane Carvalho.

Dados - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que o percentual de meninas que começaram a fumar antes dos 15 anos é 22% superior ao de meninos. Para aprofundar a questão e reafirmar o compromisso do governo em implementar as ações do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT), o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em parceria com a Fundação do Câncer, o Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e as Secretarias Estaduais de Saúde promovem ações direcionadas à prevenção da iniciação e cessação do tabagismo entre o público feminino.

As pesquisas comprovam ainda que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar.

Para a saúde da mulher, o tabaco também pode causar danos de forma específica. De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), as mulheres têm risco maior de ter câncer de pulmão com exposições menores do que os homens. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos.

Ainda com relação à mulher, segundo o Ministério da Saúde, fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a grávida é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.