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31 de outubro de 2012

Emissões de notas fiscais eletrônicas avançam 16,7% na Paraíba



A emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição à tradicional nota  de papel avançou 16,70% no acumulado de nove meses deste ano entre os contribuintes com inscrição estadual. De janeiro a setembro, a Secretaria de Estado da Receita já acumula mais de 13 milhões de NF-e autorizadas contra 11 milhões e 368 mil  no mesmo período do ano passado.  A média mensal este ano subiu para 1milhão e 474 mil de notas fiscais eletrônicas contra 1 milhão e 369 mil de 2011.

Dos nove meses deste ano, três (agosto, maio e julho) registraram recordes histórico em emissão desde quando a NF-e foi autorizada no Estado, em fevereiro de 2008. O mês de agosto lidera com 1 milhão 639 mil de notas eletrônicas, em maio o número atingiu 1 milhão 577 mil, enquanto julho ficou com a terceira maior marca até aqui (1 milhão 528 mil de NF-e).

Segundo o chefe do Núcleo de Análise e Planejamento de Documentos Fiscais da Receita Estadual, Fábio Melo, além do crescimento de emissão de notas eletrônicas das empresas de segmentos obrigatórios, o número de empresas voluntárias que começam a migrar para solicitar autorização vem crescendo. “Acredito que esse fator vem influenciando também nos números de notas fiscais eletrônicas autorizadas este ano”, comentou o auditor.

Na avaliação do secretário Executivo da Receita do Estado, Leonilson Lins de Lucena, as empresas “já estão percebendo que a mudança da nota fiscal física para a NF-e tem custo bem menor no médio prazo e muito maior, no longo, para as empresas e isso tem sido um fator preponderante, além da melhora da própria movimentação de compras, via NF-e, das empresas e da arrecadação do Estado que são termômetros desse momento da economia. Não tem dúvidas que vamos manter um crescimento até maior com o trabalho que está sendo desenvolvido na pasta para monitorar as empresas obrigadas a emitir NF-e”, frisou Lucena, apontando que o próximo passo da Receita Estadual será implantar a Nota Fiscal Eletrônica para o consumidor que está em teste no país.

Além de setores econômicos (indústria e o atacadista/distribuidor) que são obrigados a adotar a NF-e, segmentos de cigarros, combustíveis, açúcar, panificação, bebidas, de componentes eletrônicos, de informática, de equipamentos transmissores de comunicação, concessionárias de veículos, importadores de automóveis e fabricantes de autopeças e pneus, de alumínio, de latas, garrafas PET, tintas, produtos de papel.

A NF-e também faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que vem adotando os meios eletrônicos em substituição ao papel, trazendo menor custo para as empresas, maior transparência na gestão fiscal e forte contribuição ecológica, pois evita a impressão de arquivos físicos notas em papel e de gasto de tinta.