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2 de fevereiro de 2018

Emepa recupera barreiros e garante reserva hídrica na Estação de Alagoinha



A escassez hídrica no Semiárido levou a Estação Experimental da Emepa em Alagoinha a executar um programa de recuperação de seus reservatórios de água para, no período da estiagem atender o rebanho de gado zebu leiteiro Guzerá e Sindi, objeto de pesquisa de melhoramento genético.

Pelo menos cinco barreiros terão sua capacidade de armazenamento de água ampliada, que ficam localizados nos piquetes onde são mantidos os animais. Até agora, três foram recuperados e os demais estarão prontos nos próximos dias.

A proposta da direção da Emepa, e da chefia da Estação Experimental de Alagoinha é criar uma reserva hídrica para atendimento do rebanho, hoje em torno de 400 animais. Na região de Alagoinha, no Agreste paraibano, tem ocorrido poucas chuvas e as ações colocadas em prática visam justamente a convivência com as estiagens que têm sido cada vez mais crescentes.

Para atender os animais, em período de secas prolongadas, o fornecimento de água é feito utilizando carro-pipa, consequentemente elevando os custos. Mas com os barreiros armazenando água, todo o trabalho é facilitado.

Com as chuvas que regulamente ocorrem entre março e agosto, é possível armazenar água que possa suprir as necessidades de atendimento do rebanho no período de verão, quando normalmente as reservas hídricas diminuem.

A Estação Experimental de Alagoinha, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), empresa integrante da Gestão Unificada e vinculada à Sedap, é um centro de excelência na área de estudos das raças zebuínas leiteiras Guzerá e Sindi, esta última, originária do Paquistão, que chegou ao Brasil na década de 1930 e na Paraíba no ano de 1980.

Ali são verificados, através do desempenho do sistema, a eficiência da tecnologia utilizada, que serve como instrumento de difusão de tecnologia de produção de leite; e também para avaliar, adaptar e testar tecnologias geradas pela pesquisa de modo que possam ser utilizadas pelos produtores. Isso vai gerar e sugerir informações para novos trabalhos de pesquisa, visando a otimização da produção de leite.