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28 de agosto de 2012

Emepa quer implantar Irradiador Multipropósito de Cobalto 60



A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa) está tentando junto aos agentes financiadores de projetos a aquisição de um Irradiador Multipropósito de Cobalto 60, tipo compacto.  O equipamento, de última geração, tem ampla aplicação não só na agricultura, mas também na área de pesquisas e processos de esterilização de materiais médicos e descartáveis e na redução da carga microbiana de alimentos.

Outra aplicação do irradiador é no retardamento da maturação de frutas, na inibição do brotamento em bulbos e tubérculos como: cebola, batata, alho e inhame e na esterilização de vegetais, carnes, frangos, peixes, mariscos, entre outros alimentos.

O diretor presidente da Emepa, Manoel Duré e o pesquisador Camilo Flamarion, foram conhecer o funcionamento do irradiador. Eles estiveram no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), em São Paulo e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Universidade de São Paulo (USP).

“O objetivo da nossa viagem foi conhecer os dois irradiadores em operação na instituição, com o intuito de firmar convênios nas áreas de irradiação de alimentos e controle de pragas”, declarou Duré.

Para o pesquisador Camilo Flamarion a aquisição do equipamento trará grandes benefícios para a Paraíba. Ele ressaltou que na área de pesquisas a Emepa será beneficiada uma vez que o irradiador servirá de base para os ensaios experimentais com as culturas estudadas pela empresa.

Ele citou como exemplo o beneficio que terá toda a produção de frutas do Perímetro Irrigado das Várzeas de Sousa na produção de manga, melão e melancia sem sementes, destinados à exportação. “O irradiador retarda o apodrecimento e mofo das frutas e ainda mata alguns tipos de bactérias patogênicas, à exemplo da Salmonela”.

Quanto aos riscos da instalação do aparelho na Estação Experimental de Mangabeira o pesquisador afirmou que o Irradiador Multipropósito de Cobalto 60 foi desenvolvido com tecnologia nacional e a irradiação não interage com o núcleo dos átomos constituintes dos materiais e por isso não se tornam radioativos. “Esse tipo de irradiação cobalto 60 é garantido como limpa, significando dizer que não apresenta nenhum risco a saúde humana”, assegurou Camilo.

A máquina está licenciada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear para operar a uma capacidade de um milhão de Curies, (quantidade de radioatividade emitida por um grama de rádio), podendo chegar a dois milhões de Curies.