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Emepa e Bombeiros vão atuar juntos na captura de enxames de abelhas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 - 11:48 - Fotos:  Secom-PB

Os pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agroecuária da Paraíba (Emepa-PB) e os militares do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros vão atuar conjuntamente na captura de enxames de abelhas.  A estiagem e a falta de pastagens provocam a migração de abelhas, trazendo preocupações e ameaças para as pessoas. A proposta do convênio é no sentido dos bombeiros destinarem as capturas dos enxames para os apiários nas estações experimentais da Emepa, onde são desenvolvidas pesquisas.

Serão realizados neste mês três cursos de capturas de enxames para dar mais agilidade ao projeto. O primeiro aconteceu na Estação Experimental de Lagoa Seca pelos pesquisadores Leon Denis Batista do Carmo e Joaquim Efigênio Maia Leite para integrantes do 2º Batalhão de Bombeiros Militar da Paraíba, com sede em Campina Grande. Outro foi ministrado na Estação Experimental Cientista José Irineu Cabral para o Batalhão de Busca e Salvamento de João Pessoa pelo pesquisador Herbert Uchôa Pontual e outro treinamento está marcado para a próxima semana. Já são 50 bombeiros participantes do curso.

O Projeto Resgate de Abelha é uma parceria entre a Gestão Unificada, por meio da Emepa, e o Batalhão de Busca e Salvamento. Os cursos visam capacitar bombeiros em técnicas de captura, manejo e transporte de enxames de abelhas para que estes sejam direcionados para a Emepa e, posteriormente, a apicultores do estado. Segundo o pesquisador Herbert Uchôa, os bombeiros participantes já começam a atuar imediatamente devido ao grande número de ocorrências para captura de abelhas.

Uchôa adiantou que, em certas épocas do ano, o aumento do calor e a redução da florada influenciam no surgimento de enxames de abelhas itinerantes, proporcionado pelo aumento do número de insetos nas colmeias. O calor também deixa as abelhas mais agitadas e agressivas, podendo ocorrer acidentes se houver aproximação da localização desses enxames.

“Considerando o risco à vida humana oferecido por esses enxames, quando estão localizados próximos a grandes concentrações populacionais, o Corpo de Bombeiro atua na remoção deles, capturando e soltando as abelhas em áreas de mata nativa, ou quando não é possível a captura, infelizmente o enxame é exterminado”, explicou.

A remoção de enxames é uma das ocorrências mais numerosas atendidas durante o ano na Paraíba. Com a captura sendo bem conduzida e utilizando o manejo técnico correto, os enxames poderão ser direcionados para o desenvolvimento de pesquisa na cadeia produtiva da apicultura e meliponicultura pela Emepa e, posteriormente, chegarão aos apicultores e meliponicultores.

A Emepa possui duas estações experimentais que trabalham com a criação de abelhas, sendo que uma fica localizada em Lagoa Seca e outra em João Pessoa. Em ambas são realizadas capacitações e pesquisas na área de apicultura e meliponicultura, onde são desenvolvidos trabalhos para a produção de mel, própolis, pólen e apitoxina.  Atualmente, estão sendo realizadas pesquisas de manejo de abelhas para alta produção de mel e manutenção do apiário em períodos de estiagem.

Para este ano com os enxames trazidos pelos bombeiros será possível desenvolver um projeto de produção da própolis vermelha na Estação Experimental Cientista José Irineu Cabral. Esta variedade de própolis possui um alto valor de mercado devido suas propriedades medicinais, e que só é produzida em apiários que estão próximos a áreas de mangue.

“A Emepa também possui pesquisas em meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são abelhas nativas em risco de extinção, como a abelha uruçu e a jandaíra. Estas pesquisas têm o objetivo de criar um banco genético destas abelhas e capacitar meliponicultures na produção de mel”, comentou o pesquisador.