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Emepa desenvolve ações para integração da lavoura, floresta e pecuária

quarta-feira, 28 de setembro de 2016 - 09:49 - Fotos:  Secom-PB

O sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que o Governo do Estado desenvolve por meio da parceria entre a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater com a Embrapa Solos há dois anos já apresenta resultados que vão melhorar significativamente a vida dos agricultores familiares. O projeto consiste na conservação de solo, recuperação das pastagens visando a convivência do homem no Semiárido, garantindo alternativa de renda.

As pesquisas são desenvolvidas nas Estações Experimentais da Emepa em Alagoinha e Umbuzeiro. As duas Unidades Técnicas de Referências instaladas em Alagoinha e Umbuzeiro têm 1,6 hectare cada, observando a ajuste de componentes de integração entre lavoura, pecuária e floresta. Com as seguintes lavouras: milho e feijão macassar, espécies florestais como sabiá, eucalipto e gliricídia e a brachiaria destinada à pecuária, com o acompanhamento do pesquisador Rubens Fernandes, chefe da Estação Experimental da Emepa de Alagoinha.

Aconteceram recentemente o Seminário Técnico e Dia de Campo sobre o Sistema ILPF no Brejo Paraibano, na Estação Experimental da Emepa em Alagoinha, reunindo pesquisadores e agricultores interessados neste processo. O projeto de pesquisa integra a Chamada Pública 11/2013 – Macroprograma 4 em Rede no Nordeste, para transferência de tecnologia em sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta.

Presente a estes dois eventos, o presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães considerou de fundamental importância a parceria com a Embrapa Solos para o fortalecimento da agricultura familiar, que já começa a apresentar resultados positivos.

Segundo o coordenador técnico André Júlio do Amaral, pesquisador da Embrapa Solos, o projeto visa a intensificação sustentável dos sistemas de produção agropecuários. A temática ILPF é uma das mais que se aproxima do uso racional e sustentável dos recursos naturais em áreas agrícolas, garantindo diversificação da fonte de renda das propriedades rurais e otimização dos recursos e insumos.

Ele explica que a manutenção do solo coberto com pastagem, lavoura e floresta em uma mesma área de forma integrada reduz significativamente a erosão do solo, aumenta a infiltração e o armazenamento de água, com reflexos positivos na qualidade dos recursos hídricos. São muitas as vantagens, desde a redução de custos no preparo até a diminuição de gases do efeito estufa. “Uma vez que a técnica de plantio direto é complementar ao sistema. É uma estratégia para recuperação de pastagem degradadas com aumento da capacidade de suporte das mesmas, desde que se evite o super-pastejo”, explicou.

Sobre a parceria com a Emepa, André Amaral disse que entre outras coisas, a meta é a formação de agentes multiplicadores em ILPF, inclusive junto às instituições de ensino, visando a recuperação de pastagens degradadas, o uso do plantio e fixação biológica de nitrogênio. Todas as ações estão alinhadas ao Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – ABC.

O ILPF na região do Brejo paraibano está integrado ao programa ABC da Paraíba que visa a uma agricultura de baixa emissão de carbono coordenado e elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura e da Pesca – Sedap. Na Paraíba, os trabalhos vêm sendo avaliados e conduzidos desde julho de 2015. A expectativa é de que, em 2018, os resultados relacionados aos sistemas implantados estejam disponíveis aos agricultores, informou o chefe da Estação Experimental de Alagoinha, Rubens Fernandes.

Ao longo deste período vão ocorrer seminários, cursos e dias de campo destinados, sobretudo, para estudantes, técnicos e agricultores. Por meio deste sistema de produção sustentável será possível a preservação dos agroecossistemas, integrando as atividades agrícolas, florestal e pecuária numa mesma área, em cultivo consorciado, de modo a atingir a valorização do homem e economia rural.