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1 de novembro de 2011

Embaixada do Haiti quer estreitar parcerias com empresas paraibanas



ricardo com empresarios do haiti foto jose marques secom pb (4)O governador Ricardo Coutinho recebeu, no final da tarde desta segunda-feira (31), no Palácio da Redenção, o embaixador do Haiti no Brasil, Pierre Jean, e empresários paraibanos para discutir relações comerciais entre a Paraíba e o Haiti. Durante o encontro, o embaixador do Haiti convidou empresários paraibanos a visitarem o país no dia 29 de novembro e conhecerem de perto as oportunidades de entrarem nos mercados do Caribe e EUA.

Durante esta terça-feira (1º), Pierre Jean e o membro da Comissão pela Reconstrução do Haiti, Pierre Nadji, acompanhados de representante do Governo, visitarão empresas paraibanas, como a Vijai Elétrica, Intrafrut, Coteminas e Interblok (pré-moldados) para conhecer a produção e discutir parcerias futuras.

O embaixador Pierre Jean disse que está muito satisfeito com a reunião, com o governo e com os empresários paraibanos. Ele comentou a importância da futura visita em seu país. “A relação entre o Brasil e o Haiti é muito estreita desde 2004, com a presença militar do Brasil no processo de estabilidade política do país. O Brasil é um dos  países mais importantes na reconstrução do Haiti. Queremos ampliar a relação unilateral, que hoje está concentrada em 70% com os Estados Unidos”, destacou o embaixador.

Ricardo Coutinho ressaltou que o Haiti representa mais um espaço para as empresas paraibanas ampliarem seu mercado e aumentarem a sua produção, principalmente pelo processo de reconstrução e por força de uma legislação internacional para a reconstrução daquele país.

Outro ponto positivo, segundo Ricardo Coutinho, é o leque de obras de infraestrutura que já estão sendo feitas e devem ser ampliadas, criando um cenário onde as empresas locais na área da construção civil devem participar das licitações promovidas no país. “Fomos procurados por representantes do governo do Haiti e do setor privado na viagem a Cuba e organizamos essa reunião onde eles puderam expôr a realidade no país e as perspectivas de futuro para que nossas empresas possam se desenvolver, crescer e se instalar na Zona de Processamento de Exportação que está sendo construída ao Norte do Haiti”, completou.

Ricardo ressaltou que a construção civil é o setor que mais cresce na Paraíba com o porcelanato, grande produção de cimento, e esse potencial não deve dialogar somente com a Paraíba, mas com o mundo. “E o que estamos querendo é que o Estado esteja presente  onde haja oportunidades”, frisou.

Pierre Nadji disse que 70% das relações comerciais do país são com os norte-americanos e que o governo pretende, com financiamentos internacionais, atrair investimentos de outros mercados no continente americano, Europa e Ásia. Pierre disse que o setor da construção civil é o mais importante com projeto de  construção de 200 mil casas em Porto Príncipe, mas a perspectiva de investimento se abre para os  parques industriais em área de Zona Franca com indústria têxtil, confecções e calçados.

“Neste contexto verificamos que as empresas paraibanas são bem dinâmicas e qualificadas. O Haiti representa uma grande oportunidade para as empresas locais desenvolverem o seu mercado externo e, ao mesmo tempo,  produzirem e gerarem empregos aqui. O investimento no Haiti também pode representar uma plataforma atraente para a entrada, sem impostos, no mercado dos Estados Unidos devido à legislação e a proximidade”, completou Pierre. 

A reunião contou com representantes de entidades importantes do segmento comercial, como a CDL (Câmara de Dirigentes Logistas), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens e Serviços), instituições da área educacional como IFPB e UEPB, e de algumas indústrias com perfil de investimento. O presidente da Fecomércio, Marconi Medeiros, parabenizou o governo pela visão de prospectar novos mercados para as empresas paraibanas destacando as áreas da construção civil, calçados e confecções.

Pelo Governo do Estado também estiveram presentes o presidente da Companhia Docas, Wilbur Jácome, a presidente da Cinep, Margarete Bezerra Cavalcanti, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano, e o secretário executivo de Indústria e Comércio, Marcos Procópio.

Wilbor Jácome destacou a importância de o governo perceber o entendimento estratégico do Haiti no contexto logístico para atender o Caribe e a América do Norte pela mão de obra barata e com a possibilidade de manufaturar o produto na Paraíba e enviar para o Haiti para receber o acabamento. “A partir daí esse produto produzido no nosso Estado poderia entrar nos Estados Unidos e Caribe com  tarifa zero até 2020”, explicou.