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Emater trabalha na recuperação de cinco nascentes do Gramame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 - 17:18 - Fotos: 

Continuar ofertando água doce de qualidade para 800 mil pessoas em João Pessoa, Cabedelo, Pedras de Fogo, Conde, Santa Rita e Bayeux, através do rio Gramame, faz parte de projeto de recuperação de cinco nascentes na zona rural de Pedras Fogo, que desenvolverá dentre outras ações, um trabalho de preservação ambiental pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PB) para centenas de agricultores familiares nos assentamentos de Nova Aurora, Fazendinha e das comunidades de Bela Vista, Cabelão e Cacimba da Rosa.

Na manhã da quinta-feira (18), uma equipe de profissionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Emater-PB realizou uma visita técnica a essas localidades para medir a vazão dessas nascentes.

Conforme o engenheiro florestal do órgão estadual, Robi Tabolka dos Santos, o trabalho de preservação pela empresa consiste em incentivar práticas que possam garantir o reflorestamento das nascentes com o plantio de 5.000 mudas de plantas nativas e exóticas como manga, mangaba, caju, acerola, graviola, entre outras, nestas localidades. “Além de preservar o meio ambiente, o projeto prevê a compensação financeira através do pagamento por hectare preservado, e os agricultores familiares ainda poderão ganhar um incremento de suas rendas com a venda da produção das frutas”, disse.

Pioneirismo da PB – De acordo com o coordenador do projeto e professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFPB, Hamilcar José Almeida Filgueira, a Paraíba será pioneira na região Nordeste e um dos poucos Estados brasileiros com este tipo de iniciativa, onde se preserva a natureza ganhando, pois o pagamento de multas pelos infratores não surtiu os efeitos desejados segundo os órgãos ambientais. “Mas, para desenvolver este tipo de trabalho, a universidade e a Emater estão visitando os agricultores interessados em aderir à proposta que deve ser de forma voluntária”, lembrou.

Ele destacou que se o homem preserva a fonte, o rio não seca e a água neste século continua sendo uma preocupação para o futuro das gerações que cada vez mais precisam dela para a sua sobrevivência. “Além de suprir as populações do litoral paraibano, a bacia hidrográfica do rio Gramame sustenta atividades econômicas como a agricultura e a indústria”, informou.

Segundo o projeto, na sub-bacia do Gramame, principal rio da Bacia Gramame foram estimados 1.492,2 hectares que precisam ser restaurados, num total de 238,2 quilômetros de comprimento de cursos d’água que foram alterados pela ação do homem, além das demais sub-bacias com necessidade de recuperação, num total de 3.476,4 hectares. Hamilcar disse ainda que o projeto é um embrião, cuja experiência servirá de referências para a recuperação de outras microbacias do Estado.

Além da UFPB e Emater-PB, participam do Projeto para a Recuperação das Nascentes do Rio Gramame, os seguintes órgãos e empresas: Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo (PMPF), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (Senar-PB), Louis Dreyfus Commodies (LDC), Bioenergia S/A (filial Giasa) e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Litoral Sul (CBH).

Da Assessoria de Imprensa da Emater-PB