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Emater realiza I Mostra de Alternativas para o Semiárido em Serra Branca

terça-feira, 22 de junho de 2010 - 11:03 - Fotos: 

Cerca de 80% dos alimentos que chegam todos os dias à mesa dos brasileiros são provenientes da agricultura familiar. No Semiárido paraibano, agricultores estão tendo a oportunidade de transformar a realidade social da região onde vivem com a produção familiar. É que eles estão aprendendo a explorar o grande potencial da região por meio do desenvolvimento das cadeias produtivas de forma sustentável e com consciência agroecológica.

Mel, castanha, carne, licor, leite, hortaliça, peixe e galinha de capoeira. Essa diversidade da produção familiar da região do Cariri paraibano será tema da I Mostra de Alternativas para o Semiárido Nordestino, realizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) em parceria com a Prefeitura Municipal de Serra Branca e diversas instituições governamentais e não governamentais.

O evento acontece nos dias 25 e 26, na praça da igreja do município de Serra Branca, e conta com uma vasta programação. O foco é promover a sustentabilidade e a diversidade local com a difusão de experiências exitosas de convivência com o Semiárido. Durante o encontro, agricultores familiares, extrativistas, aquicultores e apicultores, inseridos nesse contexto, apresentarão seus empreendimentos produtivos e agroindustriais, seu artesanato e sua cultura.

De acordo com a coordenadora regional da Emater em Serra Branca, Karina Bezerra de Queiroz, o evento será responsável pela divulgação de novas tecnologias de convivência com o Semiárido, o que possibilitará a valorização das cadeias como a caprinovinocultura, a avicultura, a piscicultura artesanal, a cajucultura, a apismeliponicultura, a hortifruticultura agroecológica e o artesanato local. Para ela, essa ação irá proporcionar às famílias rurais uma maior dignidade social, sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e melhor inserção nos mercados.

Geração de renda com o cultivo da palma forrageira

“No município de Juazeirinho, por exemplo, os agricultores estão cultivando a palma forrageira, uma cactácea adaptável aos solos de regiões semiáridas. O cultivo da planta tem gerado lucro certo, inclusive com a produção de subprodutos da palma, como xampus, condicionadores e sabonetes”, enfatiza a coordenadora regional da Emater em Serra Branca.

Karina informa, ainda, que a agricultura familiar vem ganhando novos espaços e se destacando no município pela dinamização da economia interna e pela geração de emprego e renda para um elevado número de famílias, que estão conseguindo interferir na dinâmica local. Para conseguir destaque, Karina conta que os atores sociais envolvidos, optaram pela produção agroecológica e passaram, também, a comercializar seus produtos em feiras.

A expectativa é reunir nesses dois dias mais de 2.500 participantes, entre agricultores familiares de vários municípios do Cariri paraibano, entidades estatais de ensino, pesquisa, extensão e comercialização, expositores, empresários do setor e autoridades.

Serão mais de 20 estandes que irão expor os produtos originários das cadeias produtivas locais, os trabalhos realizados pela Emater regional de Serra Branca, currais de caprinos e ovinos, e inseminação artificial em bovinos, além de espaço para a comercialização e realizações de negócios. O evento terá ainda atrações culturais locais e barracas de alimentação com comidas típicas.

Museu Interativo do Semiárido

Quem visitar a I Mostra de Alternativas para o Semiárido Nordestino também terá a oportunidade de conhecer o Museu Interativo do Semiárido e viajar pelo imaginário que compõe a região. Através da sua exposição ‘Viver e Compreender’, o Semiárido é apresentado com painéis explicativos, peças em barro, madeira, roupas de couro, cancioneiro popular, utensílios domésticos e de trabalho do homem do campo.

Foco ecológico

A grande diferença da Mostra é seu foco ecológico. Ao percorrer os estandes, os visitantes encontrarão formas de utilização sustentável de materiais.  Haverá distribuição de mais de 3 mil mudas de árvores (frutíferas e florestais) e orientação para realizar o plantio e o futuro manejo sustentável das plantas.

Toda a decoração do evento será confeccionada com matéria-prima reciclada, e o material descartável utilizado como copos, sacolas, folhetos e crachás serão feito de papel passível de reciclagem ou reciclado. As garrafas de água serão de material de uso permanente.

Durante a Feira, ainda haverá coleta seletiva com recipientes específicos para coleta do lixo seco e orgânico. O material seco, depois de passar por triagem, separação e enfardamento, será encaminhado para a reciclagem.

 Para reforçar a idéia de educação ambiental, a Emater-PB e Secretaria de Agricultura do Município irá distribuir uma cartilha com temas alusivos a conservação do meio ambiente e realizará oficinas interativas de reciclagem.

Assessoria de Imprensa da Emater-PB