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Emater promove curso sobre associativismo e estimula a organização rural na Paraíba

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 - 09:39 - Fotos: 

A organização rural, atividade que viabiliza ação participativa nos trabalhos da Emater Paraíba e que tem recebido incentivo do Núcleo de Extensão Social (Nueso), vem crescendo nos últimos anos. Foi a maneira encontrada pela empresa para estimular as famílias agricultoras a permanecerem no campo e participarem dos programas governamentais, fazendo valer seus direitos perante as autoridades. É por intermédio da organização que o agricultor tem poder de se inserir na sociedade de forma justa e oferecer produtos de qualidade e com preços compatíveis com o mercado consumidor.

A Emater programou para este ano, uma série de cursos sobre associativismo para grupos de agricultores e agricultoras em todas as regiões administrativas do Estado. O primeiro deles está acontecendo na comunidade Chã da Barra, em Alagoa Nova, região administrativa de Areia, no Brejo Paraibano.

Ministrado pelos extensionistas sociais Nara Neuzir de Melo e Flávio Jacinto de Almeida, o curso conta com a participação de agricultores e agricultoras familiares, na sua maioria mulheres, que trabalham com o artesanato de fibra de bananeira e na produção de fitoterápicos com plantas medicinais. Ao final do curso, previsto para a primeira quinzena de março, eles irão fundar a associação do grupo de artesãos da comunidade, concretizando a criação de um grupo formal de produção, uma das formas de organização social rural.

Com a organização de agricultores, destacando-se jovens, idosos e mulheres rurais, seja por meio de associações comunitárias, sindicatos, cooperativas, Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRs), Colegiados Territoriais, Fóruns Temáticos, percebe-se que o agricultor tem mais possibilidade de sensibilizar órgãos e autoridades públicas para o atendimento de suas demandas. Além disso, consegue participar de distintos espaços na cidade e no campo, minimizar custos e potencializar lucros com maior poder de mobilização e reivindicação”, enfatizou o diretor técnico da Emater, Erasmo Lucena.

Organização Social Rural – A organização social no campo, conforme explica a extensionista social da Emater, Ivanalda Dantas, está implícita na existência dos povos do campo, a partir das distintas manifestações culturais, materiais e simbólicas. “O reconhecimento da diversidade desses povos se intensificou mediante a criação de programas e políticas públicas de valorização do campo, necessitando, portanto, de amparo legal no ordenamento jurídico próprio da Agricultura Familiar, através da Lei Nº 11.326/2006, das normativas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), dentre outras normativas”, afirmou Ivanalda.

Atendimento Coletivo – As atividades de organização rural, na Emater, começaram na década de 70 quando tiveram início a formação de associações comunitárias rurais, a partir do momento em que a empresa deixou de atender os agricultores de forma individual e passou a promover ações coletivas nas comunidades, aproveitando o potencial associativista e organizacional já existente nos povos do campo. De lá para cá as ações com organização não pararam.

Um grande impulso foi dado em 1994, com o surgimento do Movimento Nacional de Valorização da Agricultura, no qual a Emater Paraíba se engajou, incentivando a criação de conselhos municipais, que seriam os co-gestores do desenvolvimento municipal, tendo como princípio básico a parceria. Reunindo instituições locais, famílias agricultoras, associações rurais e autoridades municipais, os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRs) têm tido papel importante nos 223 municípios paraibanos.

A meta da Emater, segundo o seu coordenador de Operações, Jailson Lopes da Penha, é avançar cada vez mais com a organização rural e inclusão social, em busca da melhoria da qualidade de vida das famílias agricultoras trabalhadas e assessoradas pelo Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado (Ater). Ele informou que a empresa presta assessoramento a 15 territórios rurais, 14 regionais do Orçamento Democrático, 208 CMDRS, 1.485 associações rurais, 11 cooperativas, 115 grupos informais de produção, 43 grupos informais de mulheres, nove grupos informais de jovens e 15 grupos informais de idosos.