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Emater-PB treina técnicos para controle de praga na produção de citros

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 - 15:20 - Fotos: 

Uma praga devastadora da citricultura, popularmente conhecida como a Mosca-Negra-dos-Citros já atingiu 401 hectares de laranja, limão e tangerina em pelo menos sete municípios no Brejo paraibano, conforme prognósticos do pesquisador da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), Edson Lopes. Mas o Governo do Estado está empenhado no controle do inseto e determinou a execução de medidas que terá a coordenação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) e começará treinando nesta quinta-feira (4), 30 técnicos na sede do escritório da empresa, localizado no Distrito Industrial em Campina Grande.

De acordo com Edson, a Mosca-Negra-dos-Citros apareceu nas lavouras de citro no Brasil há nove anos, e na Paraíba, os primeiros indícios da praga foram visualizados pela Emater em dezembro do ano passado. Primeiro, na zona rural de Alagoa Nova, e mais tarde, no município de Lagoa Seca e Matinhas. O material coletado no campo foi analisado e confirmado pelo Laboratório de Fitossanidade da Emepa em Lagoa Seca.

Conforme o pesquisador, prejuízos na ordem de R$ 280 mil já atingem a receita de 1.800 produtores de Matinhas, Alagoa Nova, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Esperança, Remígio e Massaranduba que cultivam laranja, tangerina e limão. “Caso não haja providências, a previsão é que os prejuízos cheguem a R$ 2,1 milhões, de acordo com o tamanho da área cultivada com citricultura no Brejo, estimada em 3.000 hectares”, adiantou.

O diretor Técnico da Emater, Waltemir Cartaxo, lembrou que outras ações serão executadas pelo Governo do Estado como a construção de um Plano de Trabalho para o Controle da Mosca-Negra-dos-Citros, envolvendo a participação da empresa, Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Ministério da Agricultura e Emepa. “Como já foi confirmado que para controlar a praga, a medida mais eficaz é o controle biológico, serão importadas matrizes de um parasitóide, cuja espécie não foi definida pelos órgãos parceiros, e será disseminada nas propriedades infestadas”, disse.

Edson Lopes explicou que a eficiência deste tipo de controle é de 98% nas áreas atingidas. Ele detalhou a ação do parasitóide que põe os ovos na mosca devastadora. Nas áreas infestadas, ele atua nas ninfas da praga, provocando a sua morte. “É mais barato e ecologicamente correto o controle biológico, além de adequado à situação natural de algumas propriedades que apresentam declividade no terreno, lavouras de citros adensadas (muito juntas) e plantas elevadas que torna impossível a aplicação de produtos químicos”, informou.

Matrizes importadas da UFPA

Ele acrescentou que as matrizes dos parasitóides serão importadas da Universidade Federal do Pará (UFPA) até o próximo mês e multiplicadas ou laboratório da Embrapa Algodão, em Campina Grande, ou no Laboratório de Entomologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, em Areia. “As novas matrizes serão entregues aos agricultores das áreas infestadas pela praga em programação que será executada nos próximos seis meses pelos técnicos dos escritórios locais da Emater na região do Brejo”, informou Cartaxo.
    

        
Da Assessoria de Imprensa da Emater -PB