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19 de dezembro de 2015

Emater-PB leva experiência da produção de algodão para agricultores da Bolívia



A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB), integrante da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater (GU), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), compartilhará a assistência técnica e extensão rural públicas executadas na Paraíba na produção de algodão com os agricultores familiares da Bolívia,.

Para isso, o presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães, assinou nessa semana, em Brasília, termo de cooperação internacional, junto com a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty. Também participaram da solenidade de assinatura o coordenador de operações e o diretor técnico da Emater-GU, respectivamente, Alexandre Alfredo e Vlaminck Paiva Saraiva.

Na ocasião, o presidente da Asbraer, Argileu Martins, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Emater-GU e disse que a empresa deverá prestar um trabalho exitoso junto aos agricultores bolivianos. “A nossa Emater da Paraíba tem um ótimo trabalho com agricultores familiares que produzem algodão, por isso chegamos à conclusão de que podemos, por meio desse trabalho, trazer mais qualidade de vida, renda e mais dignidade para os agricultores familiares dos demais países do Mercosul, como já fazemos no Brasil”, disse.

De acordo com Nivaldo Magalhães, caberá à Emater desenvolver, em três anos, o projeto de cooperação Sul-Sul Brasil/FAO/Bolívia de desenvolvimento da produção de algodão, com assistência técnica e extensão rural para colocar esta produção em novos patamares, promovendo distribuição e elevação de renda. Conforme dados da FAO, a Bolívia é um país onde a produção algodoeira está com 15 anos de decadência. “Isso acarreta o empobrecimento da população rural”, explicou Adriana Gregolin, coordenadora regional do projeto de Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, da FAO.

O termo de cooperação prevê a transferência de conhecimento e tecnologia para a Bolívia e em breve será levada também para a Colômbia e Equador, visando o fortalecimento de uma rede de produção de algodão nos países membros do Mercosul. O programa de revitalização da produção familiar do algodão, apresentado aos servidores do Itamaraty e da FAO, prepara para o serviço a ser desenvolvido na Bolívia e nos demais países, quando for efetivada a participação destes. “A extensão rural é a principal demanda por cooperação que recebemos dos demais países da América do Sul”, afirmou Cecília do Prado, gerente de Cooperação Sul-Sul Trilateral do Itamaraty.

A Paraíba, segundo o diretor técnico da Emater-GU, Vlaminck Saraiva, tem em curso um programa de revitalização da produção familiar do algodão, envolvendo 250 produtores, numa área de 300 hectares, que servirá de base para o serviço a ser desenvolvido na Bolívia e nos demais países, quando for formalizada a participação destes.

Projeto – O projeto teve início a partir de um recurso recebido de uma ação movida pelo governo brasileiro contra o governo norte-americano na Organização Mundial do Comércio (OMC), em virtude dos subsídios praticados pelo governo na produção de algodão americana, no qual 10 por cento deste contencioso devem ser usados pelo Brasil no apoio aos países em desenvolvimento no Mercosul, para qualificar a produção desta cultura e a segurança alimentar dos agricultores familiares.

No mês de novembro, o coordenador de operações da Emater, Alexandre Alfredo, participou de reunião em Santiago do Chile para nivelamento do projeto, com a FAO, a agência ABC, além de representantes dos países envolvidos. A reunião discutiu conhecimento das demandas, articulação e preparação do acordo assinado nesta semana.

Na avaliação do coordenador de operações da Emater, este é um desafio importante para a Emater-GU, “já que irá projetar internacionalmente a qualidade dos técnicos de ATER pública praticada por nós, além da credibilidade da nossa empresa”, justificou.