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Emater orienta família na construção de fossa séptica para reuso da água na irrigação de forragem

terça-feira, 31 de janeiro de 2017 - 16:17 - Fotos:  Divulgação

Usando criatividade para melhor aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis, com a orientação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), unidade integrante da Gestão Unificada, vinculada à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), o agricultor Reginaldo Bezerra de Lima, da comunidade Sítio Luiz Gomes, no município de Caraúbas, no Cariri, construiu uma fossa séptica para reuso da água destinada à produção de forragem e que também servirá de unidade demonstrativa.

Para a construção da obra foram utilizados recursos do Pronaf B, no valor de R$ 1.352,00, e o produtor já começa a escavação para outra fossa. A água tratada será utilizada para a produção de forragem, de modo a ajudar na alimentação de caprinos. A família é composta da esposa Rosinete de Freitas Bezerra e três filhos. Na comunidade também está sendo testado um gotejador movido a energia solar, funcionando em fase experimental.

Sem água nos reservatórios devido à prolongada estiagem, as famílias ali residentes são abastecidas por carro-pipa com água vinda de uma distância de 30 km. No local existe um poço tubular público, mas a água é imprestável para o consumo humano.

Entre os equipamentos que visam à melhoria sustentável da família de Reginaldo Bezerra também está a construção de uma cisterna com calçadão de cimento para coletar água. Os extensionistas orientam na preservação do solo utilizando a camada vegetal, como gravetos e galhos de árvores para a recuperação de áreas degradadas.

O extensionista rural Genilson Bezerra de Brito, da Unidade Operativa de Caraúbas, que acompanha a comunidade, lembrou que o produtor é sensível às tecnologias que ajudam na convivência com a semiaridez da região, e vem este tentando preservar a água armazenada das chuvas, além de trabalhar na proteção do solo e da vegetação.

Segundo o técnico, a Emater está planejando a construção de cordões de pedra em curva de nível para resguardar o solo e aumentar a infiltração das águas de chuvas. Já foi escolhido o local para construir uma barragem subterrânea. “Eles têm consciência da importância destas ações e, aliada a necessidade de permanecer nas terras de seus pais, se agarram a tudo que possa ajudar a família sobreviver”, comentou.

“Este projeto é mais uma ferramenta que ajuda a família a viver na terra e possibilitará com o reuso da água produzir e armazenar forragem, minimizando custos na manutenção do rebanho de caprinos e ovinos; além de elevar a produção de leite de cabra, ofertando alimentos para as galinhas de capoeira criadas pela família”, afirmou. Isso ajuda na melhoria da rentabilidade da unidade e ganhos financeiros com a redução de gastos.
A fossa séptica vai diminuir a poluição que seria gerada com as águas, afastando o risco para a saúde das famílias e animais. “Esperamos que outras famílias copiem a ideia e busquem soluções de convivência com semiárido, passando seis anos de seca”, comentou Genilson. Todo o trabalho tem acompanhamento do coordenador regional da Emater de Serra Branca Walmir Azevedo.

O técnico destacou que o agricultor possui uma consciência ecológica e com acompanhamento continuado pela extensão rural começou um trabalho de conservação dos solos da unidade familiar. “Estamos trabalhando para que ele retome a produção de mel de abelha, como mais uma fonte de renda”, disse.