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Emater orienta combate da Mosca Negra sem uso de veneno

sexta-feira, 13 de maio de 2011 - 10:47 - Fotos:  Secom-PB

Produtores rurais da cidade de Esperança conheceram um sistema natural, sem uso de veneno, para combater a mosca negra, que se configura hoje na principal praga nas plantações de laranja na Paraíba. À base de detergente e óleo da própria casca de laranja, o composto desenvolvido pela Emater-PB foi apresentado por extensionistas rurais em palestra na Câmara de Vereadores.

A divulgação desse método de combate ao inseto tem sido parte da estratégia da Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, por intermédio da Emater-PB e da Emepa, para tentar minimiza prejuízos que produtores da área têm sofrido com o avanço da mosca negra, que já se estende a outras frutas cítricas.

“O Governo do Estado entende a força que tem a agricultura familiar na geração de oportunidade de geração de renda”, afirma o secretário da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo Araújo. “A Emater assumiu novos compromissos de evoluir com propostas para a esse setor e o agronegócio”, afirmou o presidente da Empresa Estadual de Extensão Rural, Geovanni Medeiros.

Na seqüência à palestra do pesquisador Rêmulo Carvalho, da Emepa, que apresentou as alternativas e as vantagens de combate ao isento sem uso do veneno, o que garante preservar a produção de alimentos saudável, os produtores tiveram a garantia de que contarão com o acompanhamento dos técnicos da Emater para fazer o manejo ecológico da mosca negra.

“A pesquisa e a extensão rural estão chegando junto ao homem do campo para consolidar a agroecologia, e agora no combate à mosca negra”, afirma Erasmo Lucena, diretor Técnico da Emater. A meta é evitar sua infestação em outros lugares e outras culturas.

A partir do lançamento do sistema de controle natural do inseto, a Emater vai orientar aos produtores como fazer a pulverização. A recomendação é de que todos façam o combate para evitar a propagação a outras plantações.

Contrariando os anseios dos produtores rurais que decidiram trabalhar com produtos agroecológicos, no ano passado havia a recomendação do governo para se usar veneno no combate da praga, mesmo em face dos prejuízos que causaria. A proposta de uso de produto natural ganhou a adesão dos agricultores familiares.