Fale Conosco

22 de outubro de 2013

Emater incentiva e trabalha transição agroecológica com agricultores de Cajazeirinhas



A produção agroecológica na Paraíba está ganhando espaço entre os agricultores familiares assessorados pela Emater que, no ano passado, atendeu 184 mil com trabalho de esclarecimento feito pelos extensionistas. O resultado isso é que esses produtores conquistaram mais mercados para seus produtos.

Além das 24 feiras acompanhadas, os produtos têm a comercialização garantida pelas compras governamentais, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição Alimentar (PAA) e também nos municípios onde residem.

Em 2012, por exemplo, a Emater prestou assessoria técnica aos agricultores familiares visando a expansão da agroecologia por meio de cursos, oficinas e eventos como ‘Dia de Campo’, que levavam palestras e oficinas abordando o desenvolvimento sustentável, a transição agroecológica e a convivência com o semiárido.

Segundo o presidente da Emater, Geovanni Medeiros, o sistema alimentar sustentável vai desde o plantio até a mesa do consumidor, buscando produzir alimentos saudáveis de forma a garantir as necessidades nutricionais da população enquanto protege e garante as necessidades das gerações futuras.

Um exemplo de agricultor familiar que absorveu a prática é o senhor Francisco Lacerda de Andrade (Tiquinho) da comunidade rural do Madruga, em Cajazeirinhas, no Sertão. Ele cultiva hortaliças livres de agrotóxicos, utilizando adubação orgânica (esterco de curral), combate pragas e doenças com inseticidas naturais. “Isso significa mais saúde para o consumidor final, aquele que compra seus produtos”, afirmou o extensionista Zildo Vicente.

Hoje, na região, Tiquinho é considerado um modelo de agricultor familiar e a Emater está presente em sua horta com assessoria técnica na hora da produção e também na comercialização. Antes, ele só cultivava coentro, mais foi incentivado pelo técnico Zildo Vicente a diversificar a sua produção com novas culturas como alface, cebolinha, quiabo, pimenta, tomate, pimentão, beterraba e cenoura. O agricultor já foi cadastrado para fornecer ao PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e ao Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) no município, e o excedente da produção comercializa na zona urbana.

Toda água utilizada para irrigação das hortaliças é oriunda de um poço amazonas construído na propriedade, com apenas seis metros de profundidade e que, segundo o agricultor, nunca secou, mesmo com a estiagem que vem ocorrendo desde 2012. “Estamos elaborando um projeto para que ele mude o método de irrigação convencional para a irrigação localizada (microaspersão e gotejamento). Isso vai gerar uma grande economia de água e terá uma melhor eficiência do sistema”, informou o técnico. O agricultor já foi também cadastrado no programa Tarifa Verde para se beneficiar da redução dos custos com energia elétrica.

Todas essas ações mostram que é possível produzir alimentos no semiárido, mesmo em plena seca, quando se tem a assessoria técnica continuada e orientando os trabalhos na agricultura familiar”, disse.