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14 de junho de 2012

Emater e Exército fazem plantio de árvores em Alagoa Grande



Uma ação coordenada pela Emater Paraíba, na qual participam a Universidade Federal da Paraíba, o Exército Brasileiro e escolas no município de Alagoa Grande, está possibilitando a recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, devastada pelas águas da barragem Camará. O trabalho consiste no plantio de mudas de árvores frutíferas e nativas que, neste ano, está sendo intensificado.

Depois do arrombamento da barragem, o escritório local da Emater em Alagoa Grande iniciou um processo de plantio de mudas às margens do rio, seguido de palestras e orientação às famílias que tiveram seus imóveis rurais atingidos pelas águas.

Durante a nova campanha iniciada na semana passada, estão sendo distribuídas 1.070 mudas de jatobá, caibreira, pau-d’arco, aroeira, pau-brasil, oliveira e jambo fornecidas pelo campus da UFPB em Areia. Participam dessa ação, como parceiros da Emater – empresa vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) –, o Exército Brasileiro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Incra e a Universidade Federal da Paraíba. O evento contou também com alunos da Escola Externato D. Pedro II.

O comandante da Guarnição do Exército Tiro de Guerra, subtenente Iran Miguel da Silva, disse que há um ano fez contatos com a Emater para firmar parceria visando estender ações de conscientização da população ribeirinha quanto à preservação ambiental. Ele explicou que tomou conhecimento do trabalho que já vinha sendo realizado, inclusive com relação ao bosque criado no antigo lixão da cidade.

Os trabalhos executados pela Emater em Alagoa Grande são coordenados pelos técnicos Paulo Luis e Airton Farias, que dedicam atenção especial ao projeto de recuperação das margens ciliares do rio Mamanguape. O chefe do escritório regional da Emater em Guarabira, José Alexandre Marques da Fonseca, ressaltou o trabalho de preservação empreendido no município, que está criando uma nova conscientização ambiental na população, a partir dos jovens.

O agricultor familiar João Rodrigues Sobrinho, conhecido por João Grilo, do Assentamento Maria da Penha I, onde ocorreu o plantio, disse que estava satisfeito com a iniciativa. Ele informou que, há quatro anos, já tinha feito o plantio de mudas nas suas terras. Outro agricultor beneficiado,  Antônio Renato Fernandes de Carvalho, do Assentamento Margarida Maria Alves II, explicou que tenta conscientizar as famílias para a necessidade de preservação ambiental do rio.