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Emater e agricultores avaliam ações da agricultura familiar no Território da Borborema

sexta-feira, 31 de maio de 2013 - 12:15 - Fotos: 

Técnicos da Emater e 378 agricultores familiares avaliaram as ações executadas no Território da Borborema, composto por 21 municípios onde são assistidas 3.780 famílias agricultoras. O evento aconteceu no Centro de Ciências Agrárias da UFPB, em Areia, considerado pelo presidente da Empresa, Geovanni Medeiros, como fundamental para consolidar as conquistas e projetar avanços que possam trazer mais benefícios e a inclusão social para todos.

Os depoimentos dos agricultores foram direcionados no sentido do fortalecimento da Emater para que possa trabalhar ainda mais em favor do homem do campo, principalmente com as políticas públicas de comercialização da produção e associativismo. A fiscal do contrato do Território da Borborema, Cristiane de Araújo Monteiro, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), considerou surpreendente a participação e na forma como foram formuladas as reivindicações.

Geovanni lembrou que o evento foi para se fazer uma avaliação final do contrato do Território da Borborema, mas que o serviço de assessoramento continuará sendo realizado pela Emater. “Nosso cliente é o agricultor familiar e tem que ser bem atendido”, disse.

Repercussão – As ações foram lembradas por agricultores ao final do evento, todos considerando os avanços que o Governo do Estado está proporcionando por meio da Emater. “Quando a Emater chegou à nossa comunidade, as coisas mudaram. A gente era um povo escondido no mato e foi a Emater que nos abriu os caminhos”, afirmou Creusa Luzia dos Santos, do Sítio Macaquinho, em Remígio.

A Emater tem deixado sua marca no campo porque faz diferente dos que chegam às comunidades. Faz um trabalho limpo”, disse o agricultor Antônio da Silva, do sítio Cajazeiras, do distrito de São João da Mata, em Campina Grande, acrescentando que o órgão tem ido atrás dos trabalhadores para discutir propostas em favor do agricultor familiar.

A presidente da Associação dos Produtores de Mandioca do Território da Borborema, Vera Luzia Conceição de Paiva, de Puxinanã, disse que foi a partir da presença dos extensionistas na comunidade que um grupo de 42 agricultores está trabalhando na produção e beneficiamento de mandioca, comercializando nas feiras livres, e já se preparam para vender ao Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar). “A gente estava excluída da vida da comunidade, mas com a Associação temos acesso às políticas públicas”, comentou.

O agricultor João Batista da Silva, do sitio Geraldo, de Lagoa de Roça, disse que tudo o que tem hoje na comunidade é por conta do apoio recebido da Emater, porque “está presente na vida dos agricultores”. Com a orientação de extensionistas, ele cultiva laranja, milho, jerimum e bata-doce, usando sistema de irrigação com a água de uma barragem construída com projeto elaborado pela Emater.

Os debates – Entre os temas discutidos estavam o associativismo, com os moderadores Hosana Pereira Gonçalves e Flávio Jacinto Almeida; a transição agroecológica, tendo como modelo uma experiência de produção em busca da sustentabilidade, de São Sebastião de Lagoa de Roça, e a produção e consumo de alimentos agroecológicos de Massaranduba. Os moderadores foram Verneck Abrantes de Souza e Ewerton de Souza Bronzeado.

Outro tema foi a organização da produção para a comercialização, mostrando a experiência de famílias que participam da feira da agricultura familiar e nos mercados institucionais, em Lagoa Seca. Outra experiência é a criação de aves que são comercializadas no mercado de Campina Grande. Também foi discutida a influência dos mercados alternativos no desenvolvimento sustentável, em Areia, tendo como moderadores João Paulo da Silva Macedo e Flaviano Guedes de Araújo.

Foram abordados ainda temas como atividades não agrícolas como alternativa para o problema do minifúndio, em Alagoa Nova, discussões conduzidas por Paula Francinete Pereira da Silva e Cícero Pereira Silva, e os resultados alcançados pelo Programa Brasil Sem Miséria.