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Governo distribui 10 mil mudas de palma no Vale do Paraíba

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 - 17:28 - Fotos:  José Lins/Secom-PB

O Governo do Estado distribuiu 10 mil mudas de palma forrageira da variedade ‘Palmepa PB1’ com agricultores rurais de 12 municípios da região agropastorial do Vale do Paraíba. A entrega ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), em Itabaiana, no escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).  Técnicos da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) participaram do evento, demonstrando aos agricultores como cultivar as mudas da palma resistente à pragas.

Desde 2011 o governo distribuiu 500 mil mudas e raquetes da palma forrageira em todo o Estado, com o objetivo  de multiplicar a variedade ‘Palmepa PB1’ entre os pecuaristas. As mudas da palma forrageira são cultivadas nos campos de multiplicação da Estação Experimental da Emepa de Lagoa Seca e Monteiro.

A meta do Governo é garantir ração animal nos períodos de estiagem. A ‘Palmepa  PB1’ comprovadamente é resistente à cochonilha do carmim, praga que dizimou os palmares localizados no Cariri Ocidental e Oriental nos último quatro anos.  A Emepa também está orientando no manuseio das mudas e raquetes de palma entregue grátis aos produtores. No campo, as mudas precisam passar oito dias na sombra depois do corte e, em seguida, poderão ser plantadas e irrigadas. Se um produtor plantar em um canteiro de um metro por dez metros, com espaçamento de dez centímetros, ele terá 1.000 mudas para plantar a cada 35 dias.

O secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista, afirmou que o governador Ricardo Coutinho tem se preocupado com a convivência com o semiárido e diversas ações têm sido desenvolvidas. Ele citou a pesquisa para o desenvolvimento da ‘Palmepa PB1’ e sua distribuição com milhares de produtores rurais é uma das prioridades. “Nós estabelecemos a multiplicação  dessas palmas resistentes, já distribuímos  cerca de 500 mil raquetes e o Governo está comprando mais 4 milhões de unidades para substituir as palmas destruídas pela cochonilha do carmim e com isto garantindo alimento para o rebanho”, declarou.

O presidente da Emepa, Manoel Duré, avalia que os  agricultores da região polarizada por Itabaiana entenderam a importância da palma forrageira resistente à cochonilha do carmim e aprenderam como fazer o cultivo para multiplicar as mudas. “Essa é considerada a pior seca dos últimos 40 anos e nós estamos seguindo as orientações do governador Ricardo Coutinho, de ir ao campo, ao encontro dos produtores com medidas de convivência com a estiagem. A palma desenvolvida pela Emepa é uma da soluções para assegurar alimentação para os rebanhos”, explicou.

Multiplicação – O secretário executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo Araújo, avalia que o programa de multiplicação da palma forrageira resistente à pragas é uma ação de governo que contribui com o Programa Leite da Paraíba. “A eficiência dessa palma forrageira em ambiente semiárido para produção de biomassa e alimento para os animais é superior à antiga variedade que é a palma gigante e a Palmepa PB1 vai substituí-la gradativamente”, disse.

O diretor técnico da Emater, Erasmo  Lucena, destacou que a empresa está priorizando a assistência ao homem do campo como plantar a palma para se multiplicar e  garantir que no próximo ano o  rebanho tenha uma reserva alimentar também no período de seca.

Na região de Itabaiana a Emater assiste a 3 mil agricultores de 12 municípios do Vale do Paraíba:  Mogeiro, Itatuba, Natuba, Juripiranga, Gurinhém, Riachão de Bacamarte, Salgado de São Félix,  São José dos Ramos, Pilar, Ingá, São Miguel de Taipu, além de Itabaiana. O coordenador regional da Emater, Paulo Emílio Carneiro, afirmou que serão implantados viveiros em comunidades rurais para instruir o agricultor no cultivo da Palmepa PB1.

O biólogo e pesquisador da Emepa, Ailton Melo de Moraes, informou que cada produtor que receber 100 raquetes da palma poderá multiplicar em vinte ou  trinta mudas, cada uma, o que pode atingir até 3 mil raquetes. A patente da Palmepa PB1 pertence à Emepa, com registro no Ministério do Desenvolvimento da Agropecuária (MDA). A Emepa tem o registro de quatro variedades da palma resistente à pragas. Na próxima semana técnicos do governo do Ceará virão a João Pessoa conhecer a experiência da Emepa. O governo de Pernambuco também está interessado na variedade de palma desenvolvida por biotecnologia da Paraíba.

O agricultor e presidente da Associação dos Produtores de Leite de Itatuba, José Martins de Vasconcelos, recebeu 2 mil mudas de palma para distribuição com 20 produtores associados. Ele disse que a associação produz leite para o Programa Leite da Paraíba e a palma especial vai garantir ração para os rebanhos  sobretudo na época de seca. “Essa é uma boa ação para que a gente tenha mais chance de alimentar o gado e produzir mais leite”, disse.

A produtora rural Maria do Carmo da Rocha Sousa, do município Ingá, sítio Tambor, recebeu 100 raquetes da Palmepa PB1 e ficou feliz com a iniciativa do governo.