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Em videoconferência Ricardo mobiliza sociedade contra o Aedes

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016 - 13:16 - Fotos:  Alberi Pontes

O governador Ricardo Coutinho participou, nesta sexta-feira (29) pela manhã, de reunião, por meio de videoconferência, com a presidente Dilma Rousseff; os ministros da Saúde, Marcelo Castro; da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e os governadores Rui Costa (Bahia); Paulo Câmara (Pernambuco), Geraldo Alckmin (São Paulo) e Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro), para tratar de medidas para o enfrentamento do mosquito Aedes aegypti. Na ocasião, ele ressaltou a importância da participação da sociedade nas ações preventivas.

A reunião aconteceu na Secretaria de Estado da Saúde, na “Sala de Situação”, com as presenças das secretárias da Saúde, Roberta Abath; e Maura Sobreira (executiva); da gerente executiva de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega, e do presidente da Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (Codata), Kroll Jânio.

Em coletiva à imprensa logo após a reunião, Ricardo Coutinho informou que a equipe da Presidência da República demonstrou uma grande preocupação com a microcefalia, doença que já está presente em 23 países. “Vamos viver uma grande epidemia. Diante disso, para combater a doença, nos casos que tenham ligação ao zika vírus, a grande solução é a participação da sociedade nas ações preventivas”, disse, lembrando que a zika é transmitida pelo Aedes aegypti, assim como a dengue e chikungunya.

O governador fez questão de enfatizar o protagonismo da população nesta luta contra o mosquito. “É impossível para qualquer governo dar conta de uma epidemia. Apesar de estarmos na frente das ações, oferecendo insumos e apoio, é a população que tem as armas mais poderosas para evitar que o mosquito nasça. Para isso, tem que ficar vigilante quanto à água acumulada em todo e qualquer recipiente, por mais inofensivo que ele pareça ser, a exemplo de uma tampa de garrafa, pois é ali onde o mosquito adora fazer morada. Temos que cortar esse mal pela raiz”, declarou.

Ricardo Coutinho ressaltou ainda que a imprensa tem um papel fundamental nesta luta: “Mostrando a existência do problema e a situação real, sem alarmar. Dessa forma, a sociedade passa a entender a gravidade da situação e a importância do envolvimento”. E disse ser inimaginável que um mosquito com o qual se convive há 30 anos ainda esteja entre nós, e agora com ligação com a microcefalia. “Todos nós, cidadãos, temos que acordar para este grande perigo e, neste momento, o cuidado deve ser redobrado com as grávidas”, alertou.

Durante a videoconferência, cada governador apresentou as ações de combate ao mosquito que vêm sendo desenvolvidas em seus Estados. No caso da Paraíba, entre as ações relatadas, Ricardo Coutinho mostrou os dados que colocam o Estado em primeiro lugar, no país, em relação ao número de visitas domiciliares em busca dos focos e criadouros do mosquito, feitas pelos Agentes de Controle de Endemias, com a participação do Exército Brasileiro e Corpo de Bombeiros, em alguns municípios.

De acordo com o relatório de acompanhamento das visitas domiciliares, do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, na Paraíba, já foram realizadas visitas em 79,13% dos imóveis, em todo estado. Foram trabalhados 656.613 de um total de 829.761.

Durante a videoconferência, o governador Ricardo Coutinho informou que, de acordo com a terceira semana epidemiológica de 2016, foram notificados 709 casos suspeitos de microcefalia. Entre estes, dois casos tiveram diagnósticos laboratoriais conclusivos para zika; 181 casos foram descartados e 497 estão sendo investigados pelas Secretarias Municipais de Saúde, com apoio da SES.

O governador ainda destacou para a presidente Dilma e sua equipe o aplicativo para dispositivos móveis “Aedes na Mira”, criado pela Codata, por meio do qual a população denuncia focos do mosquito, e que já foi compartilhado com sete estados. Falou ainda da importância da liberação de mais recursos para as ações de combate e de mais larvicidas. Segundo Ricardo, a presidente ouviu os governadores e compartilhou da opinião unânime sobre a importância da participação da sociedade, no sentido de que “não deixe o mosquito nascer. A próxima vítima pode ser você”, como sugere a campanha nacional.

Para Ricardo Coutinho, o problema também pode ser dizimado por meio da educação, com o envolvimento das escolas estaduais. E adiantou que as audiências do Orçamento Democrático também entrarão nesta luta. “Será um grande exército para difundir as boas práticas e afastar, de uma vez por todas, este mosquito de nossas vidas”, concluiu.

A secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, destacou o fato da ligação do zika com a microcefalia ser algo muito novo. “Estamos trabalhando com o desconhecido e, por isso, um dos eixos do Plano de Combate ao Aedes Aegypti da Paraíba é a pesquisa. De qualquer forma, o mais importante é a prevenção no combate ao vetor, que é uma responsabilidade minha e de todo mundo, enquanto cidadão, de limpar o nosso espaço, seja no trabalho, na rua e na nossa casa”, disse.