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Em 2008, foram 8,2 mil registros da doença. No mesmo período em 2009, o número caiu para 808

sexta-feira, 23 de outubro de 2009 - 18:37 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, de janeiro a 17 deste mês, uma redução de 90,26% nos casos de dengue, comparando o mesmo período do ano passado. Em 2008, até a 41ª semana epidemiológica foram confirmados 8.292 registros da doença, sendo 51 casos com complicações, 62 de febre hemorrágica e quatro com síndrome de choque. Este ano, até o último dia 17, foram confirmados 808 casos, dois de dengue com complicações, cinco de hemorrágica e um caso de síndrome de choque da dengue.

O gerente Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes explicou que a dengue está sob controle no Estado, mas nem os governos nem a população podem se descuidar. “É preciso que se intensifiquem as ações de controle vetorial, melhorando a qualidade das visitas domiciliares, procurando identificar os locais de risco e destruindo os criadouros do mosquito. O trabalho da população é essencial abrindo suas casas para os agentes e ajudando na eliminação dos criadouros”, alertou.

Capacitação e serviços – Nilton Guedes lembrou que a competência do Governo do Estado nas ações de combate e prevenção à dengue é capacitar os agentes de saúde dos municípios, ficando as prefeituras encarregadas da operacionalização dos serviços. Também compete ao Estado a fiscalização dessas ações e a realização de trabalhos educativos. Ele disse que foi pactuado entre a Secretaria de Estado da Saúde e os municípios que os agentes de Saúde Ambiental realizariam seis visitas por ano, em cada domicílio.

O caso suspeito de morte por dengue hemorrágica de um menino de 3 anos do município de Monteiro, esta semana, que estava internado no Hospital Regional de Campina Grande, ainda está sendo investigado. De acordo com Gisele Aversari, que responde pela Vigilância Epidemiológica de doenças transmissíveis por vetores da SES, a criança estava internada no Hospital Santa Filomena, em Monteiro, e deixou a unidade de saúde com suspeita de febre reumática.

Ela disse também que o setor de Vigilância Epidemiológica do Hospital aonde a criança morreu não acredita que a causa da morte do menino tenha sido dengue hemorrágica, porque ele não apresentava sinais clínicos e evidentes da doença. “Mesmo assim, por causa das suspeitas do médico, a criança foi submetida a exames e estamos aguardando o resultado da sorologia”, disse Gisele Aversari.

Controle – De acordo com dados da SES, o município de Monteiro confirmou 44 casos de dengue clássica desde janeiro deste ano até agora e não há nenhuma notificação por dengue hemorrágica. O gerente operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes, determinou que uma equipe de agentes de saúde da Regional de Saúde de Monteiro fizesse uma ação de bloqueio e controle entomológico na localidade.

Os agentes vão investigar a área onde o garoto morava para descobrir se existem criadouros do mosquito transmissor da doença e aplicar o larvicida nos recipientes usados pelos moradores para guardar água.

 
Da Assessoria de Imprensa da SESPB