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Em 125 municípios ou 56% do total não houve confirmação de casos da doença, até último dia 5

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 - 17:11 - Fotos: 
O último boletim epidemiológico da dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mostra que até a 48ª semana epidemiológica (que terminou em 5 de dezembro) foram  confirmados 853 casos da doença na Paraíba. No mesmo período do ano passado, foram registrados 8.346 casos e percebe-se que houve uma redução de 89,77%. Este ano, não foram confirmados casos de dengue em 125 cidades paraibanas (56% dos 223 municípios), mas isso não significa dizer que o vírus não esteja circulando nessas localidades, apenas que elas estão sendo consideradas ‘municípios silenciosos’ para a doença.

Segundo a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis por Vetores da SES, Gisele Aversari, de uma forma em geral, na Paraíba o risco da pessoa adoecer diminuiu, já que a incidência da doença (calculada com base no número de casos por habitantes) caiu, mas em alguns municípios, em particular, ainda é elevado o risco de contrair a doença. Este ano, de cada 100 mil paraibanos, 21,96 têm o risco de adoecer. Em 2008, a incidência era 222,22 por 100milhab. No ano passado, o risco da doença em crianças menores de um ano foi de 376,97 por 100milhab e, este ano, caiu para 48,15 por 100 milhab.

Mais casos – João Pessoa lidera o número de casos registrados este ano (139), seguida de Pirpirituba (77), Riacho dos Cavalos (44), Coremas (23), São José do Sabugi (42), Monteiro (42), Cajazeiras (36), Catolé do Rocha (33), Teixeira (28) e Cabedelo (23). Dentre estes, São José do Sabugi é o que apresenta o maior risco para a doença, com incidência de 1.021,15 casos para cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar aparece o município de Pirpirituba (730,55), seguido de Riacho dos Cavalos (530,18), Coremas (273,78), Teixeira (197,53) e Monteiro (135,03).

Entre os 125 municípios que não registraram nenhum caso confirmado da doença estão: Caaporã, Conde, Baía da Traição, Marcação, Alhandra, Mataraca, Santa Inês, São José de Princesa, Conceição, São João do Tigre, Belém do Brejo do Cruz, São José do Brejo do Cruz, Paulista, Santa Cruz, Vieirópolis, Lastro, Frei Martinho, Picuí, Nova Palmeira, Pedra Lavrada. “A orientação da SES para esses municípios é que eles notifiquem o caso suspeito, independente do resultado da sorologia, para que ele seja investigado e, consequentemente, apareça nas estatísticas”, afirmou a Gisele.

Prevenção é eficaz
– Segundo a chefe do Núcleo, a dengue é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. “É uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito fêmea e que em sua forma mais grave pode levar a morte. Nossa maior arma contra a dengue é a prevenção, ou seja, temos que eliminar os criadouros. A prevenção se faz de forma simples, mas eficaz”, afirmou.

Em 2008, até a 48ª semana epidemiológica, foram registrados 52 casos de dengue clássica com complicação e 62 por dengue hemorrágica, com quatro óbitos.  Este ano, foram dois casos de dengue com complicação e seis de febre hemorrágica, com um óbito.

Sob controle – Nesse período de verão, a SES orienta a população a ter mais cuidado com as chuvas, pois são esparsas e o acumulo de água aliado à alta temperatura transforma-se num ambiente ideal para a proliferação do mosquito. O gerente Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes, garantiu que a dengue está sob controle no Estado, mas nem os governos nem a população podem se descuidar.

“É preciso que se intensifiquem as ações de controle vetorial, melhorando a qualidade das visitas domiciliares, procurando identificar os locais de risco e destruindo os criadouros do mosquito. O trabalho da população é essencial abrindo suas casas para que os agentes eliminem os criadouros, pois à medida que fizermos o controle do mosquito a doença sofrerá redução”, disse.

Algumas medidas simples devem ser adotados pela população, como tampar as caixas d’água; guardar os pneus em local coberto e seco; não deixar que as garrafas acumulem água, colocando-as sempre com a boca para baixo; observar sempre as calhas, para ver se existe água acumulada, e colocar areia nos pratos das plantas.

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB