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Eles podem escolher alimentos oferecidos aos filhos e participar das aulas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 - 19:49 - Fotos: 

Não ache estranho encontrar mães e pais verificando os alimentos que serão comprados e oferecidos nas refeições das 50 creches gerenciadas pelo Governo do Estado. Ou se elas aparecerem com novas sugestões ou trocando receitinhas com as cozinheiras para melhorar o cardápio de casa. Também não se surpreenda se resolverem transpor os portões da creche e, de repente, participarem da rotina das crianças dentro da sala de aula.

O novo modelo pedagógico implantado nas creches estaduais é fundamentado na teoria construtivista sociointeracionista e integra o Programa Segundo Lar, lançado este mês pelo governador José Maranhão. O programa assiste 3.500 crianças de zero a seis anos na Paraíba em regime pré-escolar, de acordo com os aspectos legais que regem a educação infantil contemporânea.

“Antes a família não passava do portão da creche porque causava insegurança e colocava em teste o trabalho dos funcionários. Estamos rompendo com este tabu e os funcionários já estão preparados para interagir com as mães e pais das crianças”, afirma a coordenadora do programa Segundo Lar, Edilma Ferreira.

No dia-dia das creches, as crianças têm a oportunidade de fazer escolhas. E, é desde pequeno, que a autonomia é estimulada. “Os meninos e meninas não baixam mais a cabeça com medo de receber uma repreensão, pois agora eles dialogam e falam sobre o que sentem”, explica a coordenadora. Eles e elas estão aprendendo, por exemplo, a escolherem melhor os alimentos, fazerem o próprio prato, zelarem pelo espaço e respeitarem o momento do outro.  

Na verdade, o programa Segundo Lar busca viver a teoria dos autores Jean Piaget, Vygostky e Emília Ferrero, que são defensores de atividades significativas para crianças, despertando a curiosidade, capacidade de argumentação, o espírito investigativo, crítico e reflexivo. Com isso, estimulam a busca pelo prazer de aprender.

Em 2010, a primeira ação do Programa Segundo Lar será acolher as famílias nas creches, onde terão espaço para criticar e sugerir o aprimoramento das ações do ano. Uma das propostas é realizar oficinas com a família sobre questionamentos do tipo: que creche temos? Que creche queremos? “Vamos abrir um espaço de construção que será ponto de partida para realização de debates, palestras e seminários que ocorrerão durante o período letivo”, disse Edilma.

Janaína Araújo, da Assessoria de Imprensa da Secretaria do Desenvolvimento Humano