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Educação quilombola é tema de formação para professores no Estado

quinta-feira, 19 de novembro de 2015 - 16:31 - Fotos:  Delmer Rodrigues

A Secretaria de Estado da Educação (SEE), por meio da Gerência Executiva de Diversidade e Inclusão (GEDI), está promovendo, nesta quinta-feira (19), oficinas pedagógicas para a formação dos profissionais de educação que atuam nas escolas declaradas como quilombolas no Censo Escolar 2014, no Estado da Paraíba, a fim de implementar no currículo escolar as especificidades da Educação Escolar Quilombola.

Os objetivos da formação são orientar professores, gestores e funcionários sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Escolar Quilombola na Educação Básica; subsidiar a comunidade escolar para elaborar de forma coletiva seu Projeto Político Pedagógico (PPP); criar um espaço de discussão do papel da escola na comunidade; orientar os educadores para utilização do material “A Cor da Cultura” da Fundação Roberto Marinho e distribuir este material às 27 escolas das comunidades Quilombola da Paraíba.

Essa ação tem como público alvo os professores, funcionários, representantes das associações das comunidades localizadas em áreas de remanescentes de quilombolas da Paraíba e representantes das Secretarias Municipais de Educação.

“Este encontro é fundamental, pois as escolas precisam compreender melhor o saber quilombola; precisamos de profissionais qualificados para trabalhar as questões da cor, do cabelo, da cultura dos alunos quilombolas para que a criança se assuma como ela é”, declarou a presidente da Associação do Quilombo Ipiranga no Conde, Ana Lúcia Nascimento.

Para tratar sobre o tema “Educação Quilombola: novas perspectivas na Paraíba” foram convidadas as facilitadorasLúcia de Fátima Júlio e  Paula Maria Fernandes da Silva, membros do Fórum Estadual de Educação e Diversidade Étnico-racial da Paraíba.

De acordo com o Censo Escolar de 2014 (INEP), 27 escolas se declararam como quilombola no Estado da Paraíba, sendo 26 da rede municipal de ensino e uma escola da rede estadual de ensino, a EEEFM Arlindo Bento de Morais, localizada na cidade de Santa Luzia. Dentre todas as escolas declaradas quilombolas no Censo Escola, duas estão localizadas em área urbana (nos municípios de Santa Luzia e de João Pessoa), estando as demais localizadas na zona rural.

“Os dados do Censo indicam a necessidade urgente de implementação de uma política educacional específica para as escolas quilombolas, visto que essa situação agrava ainda mais os problemas vivenciados cotidianamente por essa população que não dispõe de acesso a serviços públicos básicos com qualidade”, declarou a gerente executiva de Diversidade e Inclusão, Maria Botelho.

Nesse sentido, outras ações já foram realizadas em 18 cidades, alcançando uma média de 240 pessoas, entre os meses de agosto e outubro, com o objetivo de assessorar esses profissionais para a construção/adequação de Projetos Políticos Pedagógicos adequados às suas realidades.

“Tivemos grande participação do público convidado durante os encontros. Eles apontaram a importância da discussão sobre as Diretrizes Nacionais Curriculares para educação quilombola, que mostra a necessidade do diálogo entre a escola e as práticas culturais”, afirmou a coordenadora do Núcleo de Educação Étnico-Racial da SEE, Paula Maria Fernandes.