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Economia da internet e desenvolvimento sustentável são principais temas discutidos no segundo dia do IGF

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 - 17:25 - Fotos: 

Economia da Internet e Desenvolvimento Sustentável foi o título da Main Session (sessão principal) do segundo dia do Fórum de Governança da Internet (IGF/2015) da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 20 workshops aconteceram na manhã desta quarta-feira (11), no Centro de Convenções de João Pessoa, onde se destacam assuntos em evidência na atualidade, como privacidade na rede, luta contra o terrorismo online, neutralidade da internet, abusos online contra mulheres, mobilidade, expansão e inclusão da internet.

Entre os participantes da Sessão Principal, destacam-se as presenças da América Latina, entre os quais, a brasileira Silvia Rabelo, da Associação Comercial de Filmes do Rio de Janeiro, que expôs seus pensamentos e municiou o debate com perguntas; e o ministro das Comunicações de Cuba, Juan Fernandez, que lançou algumas questões pertinentes, incluindo o financiamento de projetos de internet e a importância de se criar e fazer circular conteúdo local.

As sessões principais são sempre as mais long
as, acontecendo no Main Meeting Hall do Centro de Convenções, com tradução simultânea em todas as seis línguas oficiais da ONU (árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo), mais o português. É moderada ou tem participação de alguém das Nações Unidas e presença de autoridades, debatendo questões políticas e deliberativas, porém, com o microfone aberto a participantes de fora da mesa. A sessão da manhã de hoje foi moderada por Nermine Elsaadany, Subsecretária para as Relações Internacionais do Egito, e Joseph Alhadeff, presidente da Comissão de Economia Digital do International Chamber of Commerce (ICC). Teve a participação de panelistas de Bangladesh, Estados Unidos, Índia e Nigéria, entre outros.

Estandes globais - A área geral e o salão de espera do Centro de Convenções estão sendo ocupados por estandes de entidades globais ou de distintos países ligadas à Internet, como o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br); The Internet Society (ISOC); The Information Society Innovation Fund (ISIF Asia), etc. Há também um estande com membros do grupo ICT Watch (Indonesian ICT Partnership Association), sediado na Indonésia. No estande, estava Rizki Ameliah, que trabalha no Ministério das Comunicações e Tecnologia deste país.

Era a primeira vez de Ameliah no Brasil, que simpaticamente afirmou que poderia ser chamada de “Kiki” – e, pela informalidade, já parecia enturmada, apesar de estar em trajes típicos e ter os cabelos cobertos com véu. “Desde 2007, somos um membro do IGF e, em 2013, fomos o país sede do evento. Temos muitos programas e projetos na Indonésia e queremos entrar em contato com outros países para fins de cooperação corporativa. Queremos também partilhar ideias do que nosso país tem feito em termos de governança da internet”, afirmou.

No Brasil, muitas vezes desconhecemos países com tradições e línguas bem diferentes das nossas. A Indonésia, um país com cerca de 250 milhões de pessoas, tem aproximadamente 90 milhões de usuários de internet. Uma das principais lutas do grupo ICT Watch é pela privacidade na rede.