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Eco Paraíba realiza feira com produtos sem agrotóxicos e artesanato na sede da Saúde

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017 - 17:34 - Fotos:  Ricardo Puppe/Secom Pb

Nesta sexta-feira (15), os servidores da Secretaria de Estado da Saúde (Ses), foram surpreendidos, ao chegar à sede da Ses, com uma feira de produtos agrícolas sem agrotóxicos e artesanato, dentro do estacionamento. A feira é uma promoção do Centro Público Estadual de Economia Solidária – uma parceria do Governo do Estado, Fórum da Economia Solidária e Governo Federal e tem como objetivo fortalecer e dar visibilidade a uma diversidade de produtos da agricultura familiar, beneficiamento de alimentos, artesanato, entre outros.

A Ses é o segundo lugar onde está ocorrendo a feira itinerante. A Cagepa foi o primeiro e, no próximo dia 21, será no Centro Administrativo, em Jaguaribe. A ideia é comercializar os produtos que já são vendidos, todas as quartas e sextas, das 07 às 15 horas, na sede do Centro, na rua Gama e Melo, nº 126, no Varadouro (em frente ao Banco do Brasil).

Os produtos agrícolas são cultivados, sem agrotóxicos, em quilombolas, assentamentos e o artesanato são de artesãos de diversos municípios paraibanos. Parte dos produtos agrícolas comercializada na Ses, veio do Quilombo Bonfim, de Areia, onde são cultivados 33 produtos, pelas 28 famílias que moram lá. “Estas feiras são muito importantes porque nos incentivam e, com isso, dá vontade de trabalhar cada vez mais”, disse o agricultor familiar quilombola, Geraldo Gomes.

Para a assessora da Associação de Apoio aos Quilombos da PB, Francimar Fernandes, feiras como esta são espaços de visibilidade e mais um canal de comercialização para agricultura familiar e artesanato.

Estiveram participando também agricultores familiares dos assentamentos Dona Helena e Canudos, em Cruz do Espírito Santo e Boa Vista, em Sapé, que também cultivam seus produtos sem agrotóxicos. Tinha macaxeira, batata doce, cará, coentro, alface, pimenta, milho verde, banana, maracujá, goiaba, entre outros.

“Vivemos num mundo onde as pessoas querem tudo de forma imediata e os produtos sem agrotóxicos demoram mais tempo. O cultivo do alface com agrotóxico, por exemplo, demora 35 dias, já sem agrotóxico, são 60 dias.Mesmo assim, a população está entendendo que vale a pena porque, no final, leva saúde pra casa”, declarou Clayrton Freitas, do assentamento Dona Helena.

A artesã Josefa de Santana é de João Pessoa. Trouxe para a feira ímãs de geladeira; porta-chaves; artigos para escritório; caixas decorativas e outros produtos com motivos nordestinos. “Estas feiras são ótimas porque a gente vem até o povo que pode virar nossa freguesia”, falou.

“O objetivo destas feiras é levar um pouco do que temos para despertar nas pessoas a vontade de ir conhecer o nosso Centro”, falou a assistente administrativa do Centro, Bruna Fonseca.

A servidora da Ses, Sandra Costa, aproveitou para fazer a feira. “Só compro produtos sem agrotóxicos e se eles vêm até a nossa porta, melhor ainda”, afirmou.