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Duas empresas apresentam propostas para reconstrução da Baragem de Camará

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 - 13:15 - Fotos: 

Duas empresas apresentaram proposta para realizar a obra de reconstrução da Barragem Camará, instalada no leito do rio Riachão, entre os municípios de Alagoa Nova e Areia. Segundo secretário do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia ( Semarh), Francisco Sarmento, até a próxima segunda-feira, a Comissão de Licitação emitirá parecer sobre a habilitação das construtoras e até o fim do mês, será concluído o processo, em função do menor preço. A ordem de serviço, no entanto, somente será assinada após ser concluída a perícia da Justiça Federal, por decisão da juíza Maria Cristina Garcez.

O projeto atual foi elaborado por uma comissão técnica constituída pela Justiça Federal, coordenada pelo Ministério da Integração Nacional, com técnicos designados pelo Ministério Público Federal, pelas construtoras Andrade Galvão e CRE Engenharia, por consultores da área de construção de barragens e pelo Governo do Estado.

Por decisão da Comissão, antes do início da obra física, haverá investigações de naturezas geológica e geotécnica, ao longo de toda a fundação da barragem, que tem uma extensão de 100 metros, e estes estudos, segundo o secretário Francisco Sarmento, possibilitarão definir eventuais reforços da fundação de toda a barragem.

A obra física se concentrará no terço da paredão que ruiu, mas também será feito um muro de concreto, além de outras providências relacionadas à fundação em toda extensão do maciço. A barragem terá capacidade de armazenamento de 26,5 m³ e a previsão é de que o trabalho seja refeito em nove meses, usando a mesma tecnologia de concreto compactado a rolo. O custo de recuperação está estimado em R$ 20 milhões, dos quais o Governo do Estado tem disponível R$ 10 milhões provenientes do empréstimo contraído junto ao BNDES.

O secretário Francisco Sarmento explicou que o Governo do Estado enfrentará o medo da população de Alagoa Grande com explicações técnicas sobre os procedimentos adotados na reconstrução da barragem, mostrando as medidas de proteção que serão feitas. O secretário estranhou o fato da Assembléia Legislativa realizar uma audiência pública para discutir a recuperação da barragem e não ter convidado o Governo do Estado através da SEMARH para participar das discussões.

Ele explicou que, segundo o parecer da comissão que investigou o acidente, o fato foi provocado por má-consolidação da ombreira esquerda que demandaria manutenção corretiva, o que não foi realizado pelos responsáveis à época do primeiro enchimento, conforme apurou o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual.

Quando estiver operando, a barragem vai servir para abastecer as cidades de Alagoa Nova, Alagoa Grande, Areia, Remígio, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areal, Esperança, Lagoa Seca, Algodão de Jandaíra e Montadas.

Naná Garcez, da Secom